sábado, 9 de novembro de 2013

Amigos e família? São os que cuidam de nós como nós tratamos deles.

Durantes muitos anos sempre achei que os conceitos de família e de amigo eram amplamente ambíguos para muita gente. Sempre acreditei que a forma como via este paradoxo parecia algo distante com o conceito que eu tinha sobre estes grupos. Para mim são ambas palavras, que como muitas outras, têm um significado muito importante. Assim, sempre procurei ter a melhor família e amigos possíveis e tentei mantê-los por perto o máximo possível. Como todas as pessoas, por vezes cometi erros, não dando o devido valor e tempo a quem era importante, por vezes dei valor e tempo a mais a quem não merecia, acontece a todos e acontece ao longo de toda a vida. Às vezes tentei lutar e apoiar quem não queria ajuda, ou quem achava que não precisava de ajuda, penso que nunca rejeitei ajudar ninguém, pelo menos de forma consciente, pois mesmo quando as pessoas pouco ou nada me diziam, sempre tentei dar o máximo de mim mesmo que mais tarde as pessoas não reconhecessem isso. Contudo sempre fiz as minhas acções não esperando pelo reconhecimento de ninguém, quanto muito o desejo e esperança que fossem felizes e que ajudassem outros também. Naturalmente como ser humano momentos houve em que não tive paciência para certas acções e por isso acabei por cometer erros por falta de tolerância, tal como noutros a compaixão e porque não a ingenuidade levaram-me a ser manipulado por quem só se interessava por mim com motivações exclusivamente pessoais. Então, passados vários anos e muitas experiências com milhares de pessoas que vão passando pela minha vida e compreendendo que este conceito pode ainda sofrer mutações, concluo cada vez com mais certeza que amigos e família são conceitos claramente restritos e bastante exclusivos, que devemos considerar com muita especificidade e sentimento pois a estes devemos procurar tentar dar o máximo de tempo e atenção. Família não é apenas a de sangue, onde existem pessoas que são a nossa família e outras que são apenas familiares, mas sim pessoas e animais que temos no nosso coração e que vivem em nós intensamente, e amigos que são como irmãos, pessoas realmente importantes, sem contudo ter o mesmo sangue que nós. São pessoas que nos valorizam com a sua presença, que nos completam, com quem nos sentimos realizados e nos quais revemos a nossa importância na sua vida, que se preocupam conosco da mesma forma que o fazemos com eles e que valorizam o tempo, mesmo que pouco, que possuem para estar conosco inteiramente. Em relação ao resto das pessoas, naturalmente são "catalogadas" em muitas sub-divisões e campos e a sua importância é sempre relativa a essa mesma posição tal como nós e o nosso tempo também são relativos para eles. Nada nem ninguém deve ser exterminado da nossa vida, mas também ignorância e porque não mesmo burrice não deve coabitar muito nas nossas acções, de outra forma acabamos por não dar importância a quem realmente é importante.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mal português

Sempre foi assim e julgo que sempre será, Portugal perde constantemente, em todas as suas gerações, dezenas de talentos mundiais nas mais variadas áreas. Este facto deve-se a vários motivos: falta de capacidade para financiar e sustentar projectos que aliciem e projectem os novos investigadores; falta de capacidade para persuadir empressas na ligação a estes projectos; incapacidade de leitura e detecção dos jovens talentos; insuficiência para valorizar e catalisar novas ideias e circunscrever essas ideias dentro do seio nacional; tendência para criticar e anular com intensa resistência a sugestão de novas ideias; etc. Se por um lado, o facto de o País sempre ter tido dificuldades sociais e cosmopolitas levam a que se tenha que usar o cérebro de forma mais criativa e intensa, é certo que os dias que correm possibilitam também uma habituação ao comodismo e "deixa-andar" que se instala. Se o mar e o céu, as paisagens e o estrangeiro sempre foram motivo de inspiração para todos, a verdade é que tudo isso começa a ficar demasiado acessível e cinzento, cinzento principalmente por uma adulteração do significado destes impulsionadores. Contudo o maior problema, julgo eu, sempre se baseou no facto dos governantes, e falo não só dos que governam o país mas também de cada um que governa alguma instituição, clube ou algum tipo de associação, primarem por uma visão autoritária e ditatorial de como deve ser orientada e comandada qualquer tipo de campanha. A ideia que a força trabalhadora deve estar sempre ao serviço do seu chefe e que este deve apenas supervisionar e comandar o projecto é uma ideia que cai pelo princípio. A falta de capacidade em liderar e o receio em ser substituído ou ridicularizado por outro conhecimento superior leva a que muitos eliminem ou se apoderem do conhecimento ou sugestão daqueles que são os seus representantes. Isto acontece a todos os níveis da sociedade. O que mais me parece ridículo é o facto de termos alguns dos melhores cientistas, alunos, atletas, treinadores, escritores do mundo, e mesmo assim estes serem criticados de forma claramente inconsciente, infundada e depreciativa por pessoas que não têm qualquer conhecimento académico e de terreno, pois este é tão fundamental se não ainda mais que o primeiro, para julgarem e decidirem a vida dos que realmente deveriam de ser ouvidos com atenção e respeito. Assim, à custa daqueles que nem a sua casa conseguem governar, acaba-se por perder de forma definitiva valores emergentes e mesmo já consolidados para o mundo, pois para além de não se valorizar quando estão dentro do País, também acaba-se por condenar quando estão no estrangeiro. Infelizmente, e só por uma questão de propaganda promocional é que se valoriza estes seres que tanto tinham para oferecer a Portugal, muitas vezes já depois de falecerem. Casos como de Mourinho, Ronaldo, Saramago, Damásio, etc, vão continuar a acontecer neste Portugal que é pequenino mas não em potencial, mas sim no tamanho do cérebro de muitos.

domingo, 3 de novembro de 2013

Meditação e arrependimento

Todos os dias tomamos decisões, algumas conscientes, outras nem por isso por questões de hábito e rotina. Por vezes estas são acertadas para o que pretendemos e outras vezes falham completamente as nossas ambições. Contudo, podemos e devemos tentar reflectir sobre todas elas, mesmo as mais simples e ordinárias, pois muitas vezes é nestas que reside grande parte da nossa felicidade diária, por serem tão repetidas e constantes. Pensar na razão pelo qual decidimos este ou outro caminho, porque sentimos mais conforto e certeza em relação a certos sentidos pode dizer-nos mais sobre nós e sobre o que queremos. Faz-nos perceber porque motivo somos o que somos e mais importante, o que queremos ser. Para isso devemos tentar encontrar tempo para reflectirmos e meditarmos sobre tudo o que acontece na nossa vida, porque a nossa vida é importante e única, porque é irrepetível e sentida, devemos procurar percebê-la, encontrar o sentido e sentimento para os nossos actos e inactos. Podem ser momentos enquanto viajamos para o trabalho, enquanto tomamos banho, enquanto esperamos por um transporte público ou por alguma pessoa. Momentos que não necessitam propriamente de muita atenção e que desta forma a nossa atenção e concentração estejam orientadas para esse estado. Compreendendo-nos, iremos tomar decisões mais conscientes, mais consistentes com o que somos e queremos, mais próprias com os nossos objectivos e satisfações. Iremos ser mais eficazes e incisivos sobre os problemas e situações da nossa vida, mais eficientes sobre as medidas que devemos tomar, sentiremos com mais intensidade as nossas vivências, sentimentos e pensamentos, tudo será por certo mais ajuízado. É certo que erros iremos sempre cometer, e é bom que isso aconteça pois aprendemos imenso se os analisarmos devidamente, e também não estará por certo muito longe da verdade que algumas das decisões devem ser tomadas por impulso e com essa iniciativa para que possam ser realmente instantâneas e surpreendentes. Pensar muito também prejudica a iniciativa e a beleza da vida, mas um mínimo de pensamento evita também que depois existam arrependimentos, não pelo arrependimento em si, pois como disse más decisões realizam-se quase diariamente, mas acima de tudo porque nos arrependermos de não termos pensado propriamente sobre o tema e então não o analisamos tal e qual como foi e então atribuímos-lhe uma perspectiva com elevado grau de erro, bem maior que o erro em si.

Remédios para uma vida melhor

O ser humano passa grande parte da sua vida a procurar soluções para os seus problemas, numa busca desenfreada para ser mais e melhor, muitas vezes de forma obscena tenta ser melhor que os outros só pelo simples facto de o ser, e de encontrar mais significado na sua vida. Tenta pesquisar sobre o que fazer e que caminhos percorrer e cai muitas vezes em complexos demasiado estranhos e complicados para si e para a sua vida, segue rotinas só porque famosos o fazem e porque se tornam modas, acabando por se tornar mais um como tantos outros. Muitas vezes influenciado por campanhas de publicidade e facilidade em aceitar o que lhe dão, esconde-se na ignorância e na preguiça de procurar informação que realmente seja fundamentada e comprovada. Para além destes aspectos esquece-se que é na simplicidade e na pureza que existe a cura para a grande maioria dos seus males. Pessoas querem ser fisicamente activas e então perdem horas dentro de um carro ou transportes públicos para depois irem para outro espaço fechado e treinar, o que poderiam muitas vezes fazer no seu caminho para casa ou se acordassem ligeiramente mais cedo e não perdessem tempo para as idas ao ginásio. Para além disso esquecem-se que o melhor exercício físico que existe é sexo, treina todo o corpo, relaxa o corpo e mente, renova a pele e orgãos, rentabiliza os sistemas e queima muito mais calorias, para não falar que não gastam dinheiro e todas as outras vantagems que advêm logo que seja feito com sentimento e intenção. Dizem-se stressadas mas em vez de respirar ar puro e experimentar algo novo todos os fins de semana, o que provoca uma maior produção de adrenalina e hormonas que estimulam a felicidade e inteligência, preferem repetir as suas rotinas que não as satisfazem, e então vão para o centro comercial tal como tantos outros olhar para coisas que não podem comprar, gastar dinheiro em coisas que não precisam e passar mais tempo em espaços de ar e vida reciclada. Dizem que não têm vida social, pois passam imenso tempo em sitíos de conversação com pessoas que não conhecem se não através do fio informático, gastam a sua vida visionando e postando o que fazem e o que os outros fazem ou deixam de fazer. Dizem que as suas vidas são cinzentas mas não as tentam colorir com música e novas experiências, enterram-se com as suas dores e males que existem na sua vida e não dão o devido valor ao que têm de valor e que deve ser reconhecido. Mencionam que não têm ninguém por perto que os ajudem e os ouçam mas esquecem-se que foram elas que não deram a devida atenção a esses enquanto estes estiveram por perto. As pessoas só se lembram dos outros quando precisam deles ou para se queixarem. Naturalmente nem todos os casos são iguais e naturalmente a solução para tudo não existe em aspectos e actividades simples mas por vezes é tão fácil ter uma vida muito melhor, muito melhor até do que se imagina e se sonha, basta deixarmos de perder tempo com o que não temos ou que temos de mau, ou das dificuldades e barreiras da vida e focarmos as nossas forças e energias para o que realmente tem sentido e valor. O simples e puro continua a ser ainda a melhor solução.

domingo, 20 de outubro de 2013

Animais de estimação

Seres fabulosos que nos fazem companhia incondicionalmente, com um amor quase inigualável, os animais de estimação são seres fantásticos e mágicos. Mágicos pois conseguem estar sempre com energia e paciência para estarem do nosso lado, para nos animarem, para nos encherem o coração. Fantásticos porque conseguem encher a casa cheia de alegria, cheia de animação, cheia de vida. Dão bastante despesa, enchem a casa de pêlo, se o tiverem, por vezes são bastante pedintes, mas são sem dúvida parte da família. Sem eles não sei como seria a vida, nunca tive nenhum momento da minha vida sem eles, mas penso que seria uma vida bastante mais triste e cinzenta. Já tive animais de várias formas e feitios, cada um com as suas características e personalidades, que deixaram memórias fabulosas e para sempre recordáveis. Tornaram-me sem dúvida uma pessoa melhor, mais forte, mais sensível, mais atenciosa e cuidadosa. Fazem parte de mim e sinto-os como meus filhos, trato-os e cuido-os da mesma forma pois eles também dão tudo de si para me verem bem. Quando assim não é, ficam do meu lado, sem uma palavra compreendem o meu estado de espírito, compreendem-no e ficam do meu lado apoiando e esperando por melhores momentos. Nunca nos largam quando estamos doentes mesmo que tenham necessidades alimentares ou de outra ordem, fazem-nos companhia e por estranho que possa parecer, parece que nos curam com a sua atenção e carinho. São motivo de preocupação e de dispêndio monetário para que esteja sempre tudo em ordem e sãos, não trabalham nem contribuem para o enriquecimento monetário mas dão-nos muito mais que alguma moeda ou nota poderiam dar, dão-nos amor e isso é impagável e incomparável. São coerentes e constantes, dão-nos incondicionalmente e por isso muitas vezes considero que os animais são sem sombra de dúvida muito melhores que as pessoas, mais respeitáveis e que merecem mais atenção. São nossos amigos eternos e isso é muito raro de encontrar. Aceitam-nos como somos e mostram-nos o seu mundo de uma forma simples e autêntica. Devem ser protegidos e devemos tentar ajudar mesmo aqueles que não são nossos pois todos os animais merecem imenso, merecem ser recompensados por todos os males que nós humanos também cometemos ao seu mundo. Sem dúvida todos os animais são fabulosos e por isso devemos encará-los de forma mais atenciosa e carinhosa, eles fazem de nós sem dúvida seres mais completos e felizes, todos os dias, todo o dia. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Como consegue ter tanta energia para o seu trabalho?

Esta é uma das perguntas que me fazem mais frequentemente. Acaba quase por ser uma repetição semanal e à qual por vezes não tenho a mesma resposta. Para mim é natural, sentido de forma simples, óbvia. A minha vontade em trabalhar com crianças, em transmitir conhecimento e fazer com que evoluam é uma paixão, é algo intrínseco. Perceber como a sua mente funciona, como explorá-la, como fazer com que evolua e compreenda o que a rodeia e de que forma pode interagir com o meio que vive, é um desafio e motivação constantes. A forma como nos colocam as perguntas mais simples e directas, mas para as quais não estamos preparados, por vezes por demasiada formatação académica e por complexificar tanto o que é realmente simples, leva-nos a encarar o ensino e planeamento de uma forma mais pura, mais orientada, mais sincera e específica. Com certeza não é uma tarefa fácil, exige uma enorme capacidade física e mental para se estar sempre disposto e predisposto para ser activo e proactivo e também para conseguir analisar os vários momentos das aulas, tal como perceber e compreender as várias formas de comunicação que nos são dadas por elementos de tão tenra idade, principalmente a sua comunicação corporal que normalmente nos diz muito mais que a sua comunicação oral. É necessário uma criatividade constante não só para a formulação de exercícios novos e desafiantes mas também para resolver situações que se apresentem conflituosas em termos de realização da própria actividade de transmissão de conhecimentos ou mesmo de resposta às mais variadas e impensáveis perguntas. É também necessária muita perspicácia para ensinar os pais a saberem comportar-se e a entenderem melhor o processo de ensino-aprendizagem, muitos deles simplesmente não foram talhados para essas tarefas e alguns apesar da motivação que têm não possuem mecanismos de compreensão e interacção para com os seus sucessores. Julgo que é um trabalho onde é necessário uma evolução constante e uma entrega total para que se possa ter o devido sucesso e reconhecimento, sinceramente não o encaro como um trabalho mas sim como um projecto de construção próprio e naturalmente de outrem. Pelo facto de serem crianças e terem todos um futuro imenso à sua frente dá-me ainda mais prazer e por me darem tanto com a sua pureza e imaginação, fico eternamente grato e dessa forma, mesmo por vezes estando nos limites das minhas capacidades física e mental, tudo o que posso fazer é dar o melhor de mim, pois para mim, este é sem dúvida um dos melhores trabalhos que se pode ter na vida. Para além disso, qual seria o sentido de passar horas e horas da minha vida, basicamente grande parte da minha vida acordada se fosse apenas para passar tempo e ganhar dinheiro? A vida é para ser vivida inteiramente e mais do que tudo com sentido, sentido de realização e de alegria no que se faz, no que se sente. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Do teu lado

A tempestade veio e ficou sobre nós, chove intensa e friamente sobre nós, corta o corpo e a alma por dentro e por fora. Todo o tipo de lixo vem contra nós, sombras e fantasmas estão ao nosso lado, tentando agarrar-nos, tentando prender-nos ao seu mundo sem vida e sem cor. A vida aqui é fria e escura, o silêncio é cortado por gritos de terror e berros de dor. A escuridão abate-nos e consome-nos tentando entranhar-se e multiplicar-se dentro de nós. Por vezes é complicado encontrar sentido e caminho quando não existe luz, quando parece não haver futuro, quando cada passo carece de certeza e precisão mas enquanto me deres a mão e enquanto eu te agarrar com força então é possível acreditar num futuro com alegria e vida, com luz e felicidade. Perante o sub-mundo da dor e da pena, do sofrimento e do parecer, a força e energia que nos cativa e puxa para cada movimento frontal faz-nos ter esperança, faz-nos acreditar que é possível, ficamos mais próximos do fim, do momento em que atravessamos a porta para o lado de lá, para o lado do irreversível, o lado do imemorável e do insensível, pois já todos os que restavam findaram, sumiram ficando no mundo anterior. Assim, sem receio, vamos caminhando lado a lado, vivendo cada momento com dificuldades mas também com amor, com paixão, com intensidade, porque poderemos não estar cá para sempre, mas enquanto tivermos será para viver com verdade, com valor, com justiça, com frontalidade, com sentido e com vivacidade. A doença mata-nos lentamente, tem prazer em nos ver curvar e definhar, parece que nos deixa respirar para poder ter prazer em nos ver mal e com dores mas mal ela sabe que ela morre conosco e que nada pode fazer para nos parar, que vamos com ela até ao fim e ela sem nós também não vive e acaba em nós, não nos escapa, não se desvia, é inevitável o seu fim. Só existe algo a fazer para ultrapassar tudo isto, para pôr fim a esta tortura, aceitar a vida tal e qual como ela é, tal como ela nos foi oferecida, o que podemos fazer para que estes últimos momentos sejam para sempre memoráveis. Eu estarei para sempre a teu lado, sempre que precisares e não precisares estarei aqui e ai contigo, nada nos pode separar, sou eu e tu até ao fim, pois mais nada nem ninguém quis saber de nós. Já não existe foco sobre nós se não a luz negra que nos faz sobressair perante a noite negra. Aqui vamos nós para os últimos suspiros, não tenhas medo porque eu estou aqui. Nunca tive oportunidade de te dizer isto nem sei se algum dia terás capacidade de o ler, mas queria deixar aqui a memória que nunca te esqueci nem nunca vou conseguir agradecer o quanto me fizeste melhor e mais forte, obrigado por tudo.

Último dia de vida...

Imaginem que sabiam que amanhã seria o vosso último dia de vida... O que fariam? Será que perderiam tempo com aspectos insignificantes, queixas sobre dores ou males, gastavam tempo com quem não recordariam ou não vos diz particularmente muito, queimavam tempo sem saber o que pensar, o que fazer, o que sentir, davam o mesmo de vós no trabalho, com os amigos, com a família, com as pessoas que convivem diariamente sem muitas vezes dar um sorriso ou um brilho nos olhos, será que perderiam tempo a pensar demasiado no passado e no que poderiam ou mesmo deveriam ter feito e não fizeram, discutiam tanto, chateavam-se tanto, pensavam tanto, faziam o mesmo todos os dias? Penso que a resposta seria claramente não para qualquer leitor. É certo que em grande parte dos casos nunca saberemos exactamente quando morreremos, e em certa medida isso é bom pois não nos cria pressão nem ansiedade, mas também em certa medida é mau, pois se todos soubéssemos realmente quanto tempo estaríamos aqui, talvez todos nós aproveitássemos mais um pouco cada momento da vida e que esta nos dá e espera de nós. É certo que devido a razões profissionais, contratuais e demais regras e normas sociais, algumas decisões não poderemos tomar diariamente, pois o nosso amanhã seria incoerente e não progressivo ou consistente com um crescimento pessoal, social e profissional, mas certamente poderemos tomar algumas decisões diferentes. Experimentar algo novo de tempos em tempos, dar mais intensidade a cada momento que vivemos, que trabalhamos, que viajamos até nos percursos mais curtos diários que estabelecemos, viveríamos mais felizes e menos presos ao passado e futuro, aos resíduos da vida diária, das chatices que temos por vezes com as pequenas coisas e pessoas. Passaríamos mais tempo com as pessoas que mais amamos, daríamos mais de nós, faríamos mais de nós, pois cada momento seria mais especial, mais significante. Beijar mais intensamente, amar mais os próximos e nós mesmos com mais alegria e brilho. Dar mais significado aos pequenos gestos, aos pequenos sabores, aos pequenos cheiros, tudo aquilo que por vezes fazemos, bebemos, comemos e estabelecemos relação sem realmente dar o devido valor. Pois a vida é feita disso, não só das grandes experiências e memórias, mas do dia a dia que nos alimenta e nos faz ter energia para concretizar sonhos e criar outros novos. A vida é curta ou longa conforme o que fazemos dela, é rica ou pobre conforme as substâncias e essências que a alimentamos, é com sucesso ou não conforme cada momento que vivemos com significado e o significado que temos para os outros que nos circundam de alguma forma.

domingo, 29 de setembro de 2013

Facebookismo da sociedade

Quando se pensava que a sociedade já caminhava para um desapego grande aos costumes e valores dela mesma, que a socialização se estava a tornar cada vez mais impessoal e interceira, eis que caminhamos ainda de forma mais avassaladora para a descaracterização do autêntico, pessoal e vivo cidadão.  Após a invenção e colonização mundial dos telemóveis, internet e computadores, que em grande medida são um passo fabuloso na evolução humana, que tornaram o tempo minimal e encortou distâncias de continentes ao alcance de um clique, eis que surge mais uma mutação no sujeito através das redes sociais, nomeadamente aquele que mais gente contempla. O princípio é fabuloso e bem utilizado permite aos seus utilizadores publicitar o seu trabalho, reviver na medida do possível emoções e memórias do passado e de pessoas que foram de alguma forma importantes, permite conversar e combinar encontros entre estes e mesmo criar novas relações com pessoas que possivelmente nunca veríamos na vida. Contudo, como disse, este é o princípio, e para algumas, espero que mais do que visualizo e imagino, é o caminho e utilização habitual diária, ou seja usam um instrumento fabuloso para catalisar e desenvolver a sua vida de forma profícua e quiçá prolifera. No entanto, existem aqueles que vivem e consomem-se dentre deste cosmos, que publicitam e expõem a sua vida até à exaustão, quantas vezes sem sentido e com apresentações sobre as rotinas mais básicas e simples da vida como o seu prato de comida ou onde estão ou como se sentem. A necessidade de atenção e carinho é de tal forma preocupante que levam-me a considerar se não existirá já um síndrome facebookista. A ânsia por conquistar uma quantidade determinada de likes e comments é de tal forma grande que acabam muitas vezes por perder respeito por si e pelos outros e expõem o que deveria ser privado e íntimo. Mesmo o desrespeito pelo momento, pelo presente tornou-se absurdo, pois o que interessa não passa pelo viver e sentir a emoção da bela paisagem, de sentir o belo gosto de um prato, ou de estar com os amigos ou aquela pessoa especial a sós e celebrar esses momentos, mas sim o mostrar a tudo e todos, no fundo a ninguém que realmente interesse, o que se está a fazer. Sou todo a favor de postar fotos à posteriori, é até de alguma forma um bom baú para mais tarde recordar. Mas até que ponto muitas destas pessoas vão olhar para trás, aquelas que publicam no momento o momento, e ter algum tipo de emoção em relação à tal experiência? Como sempre penso que cabe a cada um decidir e sinceramente não sou superior a ninguém a nenhum nível para julgar as pessoas, mas arrepia-me a consciência como é que se pode estar a perder o fundamental, o simples, o puro, o momento, o presente, o irrepetível.

sábado, 21 de setembro de 2013

Bengala

Caminhas para mim sempre com um sorriso nos lábios, abres-te e esperas que te abrace para além do que os meus braços conseguem alcançar, procuras na linha por mim e apercebes-te do quanto estás perto de mim e do quanto também estou feliz por te ver. Apesar de rodeado por milhares, nada mais existe se não o caminho que nos falta percorrer. Olhamos tímidos e desconcertados procurando encontrar a melhor linha para dizer sem demonstrar esse mesma imperfeição de estado e sentimento. Ao longo da viagem vamos encontrando os pontos que nos aconchegam e nos acomodam para que seja mais natural e corajoso o respirar de cada um. Trocam-se olhares e as palavras que são proferidas mais não são que ruído para os sentimentos que exprimimos e expomos de forma tão gritantemente silenciosa. Continuamos no nosso percurso e o caminho que nos apresenta é caótico, rítmico, alucinante, mas mesmo assim tudo parece tão calmo, tão silencioso, tão nosso que parece que estamos sós. Escadas sobem-se e descem-se e as mentes continuam muito acima do que os corpos transportam. Vamos apoiando o sorriso e riso de cada um e projectamos o que será um excelente luar. Não existe lógica ou planeamento para o que se segue, nunca houve, apenas o deslize dos passos pelas ruas e pelas pontes, pelos rios e pelos barcos, a comunicação nunca expira e inspira-se constantemente com novos assuntos e ideias. As belezas que se apresentam no horizonte apesar de fabulosas e roçarem a perfeição arquitectónica nada são, comparadas perante a beleza que os teus olhos apresentam em cada movimento que possuem, tão profundo, tão sincero, tão manipuladores mesmo não usando qualquer força intensa sobre os meus, encantam e enfeitiçam sem qualquer esforço. Mais apaixonante trata-se do facto de tudo isso ser natural em ti, de nem teres consciência disso e de simplesmente espalhares essa beleza e subtileza sem esforço ou intenção. Partimos para outras plataformas, para espaços mais utilizados e ocupados, satisfazemos a necessidade corporal alimentar mas isso pouco ou nada nos satisfaz pelo sabor, pois o que realmente nos alimenta e contamina as veias é o simples sentimento de nos sentirmos em casa, de nos sentirmos familiares, de nos acomodarmos a um espaço comum que é só nosso, o nosso ninho espacial sem nenhum mobiliário mas com um conforto e calor que nem o mais belo lar pode proporcionar. Perante a noite fria, o vento que nos bate, o sentido é em frente, para o fim, e apesar de caminharmos para ele sem noção ou intenção lá estaremos na nossa meta desejando que o tempo parasse um pouco mais, que abrandasse e que não se partisse, que não se acabasse, que não se findasse o que até então tinha sido perfeito. Fica a última memória de te ter visto grande e radiante pela objectiva e de ter ajoelhado perante a tua leveza e beleza sem conseguir resistir se não absorver toda essa pureza de espírito e coração, que transformam o mundo e que o fazem rodar sobre ti. Curvaste-te ao longo da moldura, mas quem se debruçou sem forças nem resistência fui eu. Tiraste-me o equilíbrio como se fosses uma bengala, a mais forte e resistente, mais esbelta e brilhante que vi.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Poder da mente

O ser humano tem em si um potencial monstruoso e belo, capaz de ultrapassar os seus próprios limites, a sua própria compreensão e entendimento, ao ponto de o assustar e o limitar. A capacidade do ser humano actual é completamente diminuta perante o seu verdadeiro potencial, esta castração deve-se essencialmente ao processo filtrado e afunilado, compactado e formatado em que é formado. A sociedade não permite a atenção e o estudo de extremos, de génios que não são entendidos se não por aqueles que roçam compreender minimamente os campos onde estes senhores caminham com firmeza. A normalidade, o que é socialmente aceite e reconhecível com mérito não permite que estes "anormais" sejam louvados e potenciados, pelo contrário são escondidos, mal compreendidos e muitas vezes mutilados por "doutores" que diagnosticam um génio como se tivesse falhas perante os demais comuns. A esta conjuntura junta-se o processo de ensino-aprendizagem ser quase sempre limitado e limitativo, demasiado parido por replicação e estereótipos. Não condeno de todo a forma como muitos que se consideram professores praticarem desta forma o seu activo, a verdade é que o mundo que conhecem apenas é preenchido pelo conhecimento que adquiriram através das experiências durante a sua formação, também ela pobre e cega. Felizmente começam a surgir novas ciências que mostram o quanto errada, descontextualizada e mal orientada estava ciência comum, o quanto existe para além do que é alcançável pela matemazitação e cartesianismo que até então esta foi envolvida. Com tempo a educação e o educar será bem influenciado por estas novas eras e formas de conhecimento, mas até lá muito será preciso mudar, nomeadamente no socialismo humano. Contudo, já alguns surgem como inspiradores e persuasores para novos caminhos, seres que compreendem a verdadeira ligação total e una entre tudo e o todo. Embora muito secretamente, continuam-se a desenvolver estudos e exercícios de actuação de todo este potencial, do início do verdadeiro potencial da mente e do corpo e o quanto estes podem influenciar não só o palpável, o atingível, mas muito para além das meta-físicas. A mente, logo que bem desenvolvida tem um poder que é claramente ilimitado, seja perante o seu poder actuante, como modificador ou mesmo exterminador. A mente, logo que bem criada e orientada, exercitada e explorada, pode permitir experiências e actuar perante "impossibilidades" que a mente comum não compreende, normalmente atribuindo-lhe simplesmente o nome de milagre ou irreal. A exploração da mente e do conhecimento próprio, do ser eu e da capacidade desse eu será com certeza a próxima fase de domínio humano e o próximo passo evolutivo na raça humana. Só assim o ser humano poderá realmente expandir-se e conhecer-se a si mesmo. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Amizades

A relação de amizade entre duas pessoas pode ser iniciada de muitas formas, profissional, social, mero acaso, com intencionalidade, etc. Ela vive e cresce de várias formas e em diferentes períodos de forma diferente, necessita de ser alimentada e cultivada para que possa criar sustento e sustentação fortes e sólidas. Inicialmente também pode atravessar diferentes formas e meta-formas, pode explodir com intensidade e vivacidade como também se pode iniciar de uma forma muito lenta e calma, sem grande interesse. Contudo, são através de pontes de interesse comum que as amizades se conectam e se começam a ramificar, mesmo através de pontos de divergência é muitas vezes por aí o sentido que a substância de relacionamento se projecta pois quantas vezes já não vivenciamos que um bom combate de ideias ou através de um jogo bem disputado, se ganhou respeito e apreciação pelo outro lado. A comunicação é múltipla e muitas vezes as palavras nunca chegam a ser sequer proferidas para que se inicie este processo banal mas fundamental na vida social humana. É neste ponto que as relações humanas me fascinam, pois é através das formas químicas e processos mentais silenciosos que os seres humanos se entrelaçam com correntes fortes e convivem em processos de união e superação grupal. Ligá-mo-nos sem perceber bem como, ser ter consciência da razão, mas como se estivéssemos inconscientemente a aceitar o que é óbvio pois só tem sentido ser dessa forma. Isto normalmente acontece quando parece que já conhecemos a outra pessoa ha    imenso tempo, ou quando já não vemos um amigo há uma era e no entanto parece que tudo não passou de um ontem muito recente. Por fim é fundamental compreender que qualquer relação de amizade tem de ser na mesma trabalhada e exercitada, tem de existir reciprocidade de intenções e investimentos para que a estrutura cresça de forma bela e robusta. Pois caso assim não seja ou tende a desaparecer e cair, ou funciona apenas num sentido até a paciência e capacidade de investimento de uma das partes finda. Pode ser motivo de muita força e normalmente o crescimento conjunto tende a potenciar exponencialmente o crescimento dos indivíduos, como também pode ser motivo de grande sentimento de dor e perda. Resta compreender o quanto vale uma amizade para cada um e o quanto ela tem sentido na nossa vida. O meu conselho, investimos e crescemos em conjunto, somos recordados e imortalizados pelos outros, morremos na escuridão e sós quando tomámos o caminho da individualização e do eu e o meu ego acima de tudo e todos. Respeitar o próximo e compreendê-lo é acima de tudo um crescimento interior e divino.

sábado, 14 de setembro de 2013

Maturação

Maturação é um processo longo, demorado, e julgo que nunca terminado, pois nunca se atinge a plenitude e se fica completo e no entanto começa-se o declínio para padecer. Para além disso, as maturações corporais parecem-me claramente em estados de desenvolvimento e de crescimento não congruentes, apesar de numa fase inicial o crescimento ser contínuo e paralelo, existem fases em que o desenvolvimento mental é mais avançado ou atrasado, dependendo do sujeito, do desenvolvimento físico, muscular. Divido aqui estes dois desenvolvimentos pois são os mais comuns, e aglomero no mental o físico e sensitivo por uma mera questão de facilidade, pois como muitas vezes já referi, não existe para mim divisão, pelo contrário acho-a errada e descontextualizada. Mas voltando ao que realmente interessa, os diferentes desenvolvimentos são essencialmente influenciados pela aplicação, dedicação do sujeito na sua interacção com o meio ambiente e com o seu interior, e por isso é por clara decisão, própria ou influenciada, que o sujeito se torna mais eficiente e eficaz em determinadas áreas. Contudo, o investimento num desenvolvimento não quer dizer que se massacre ou elimine o desenvolvimento do outro, pelo contrário, se forem bem exercitados, os conhecimentos poderão levar a um desenvolvimento interactivo e profícuo do ser nos determinados campos e áreas. É por isso fundamental compreender e estabelecer planeamentos que elevem o sujeito e que o façam sentir essa ligação, essa relação umbilical entre o todo que o rodeia, essa compreensão intrínseca e extrínseca como uno. Esse é por fim o maior resultado da maturação do processo, a maturação mental e física como uno, o desenvolvimento de uma consciência que compreende o quanto está inter e intra-ligada sem limites, sem barreiras, se não por simples facilitismo de configuração e atribuição de sujeitos ao que nos realiza e vive no nosso mundo. Julgo que um dos passos fundamentais para essa maturação passa essencialmente por ter calma e paciência, inteligência naturalmente, para saber julgar os momentos e experiências que vivenciamos na nossa vida, longa ou curta depende da quantidade e acima de tudo qualidade de gasolina que dá-mos à chama da nossa memória e da lembrança que provocamos nos outros sobre a nossa passagem. A imortalidade conquista-se bem depois de se morrer.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Só quando já partiu...

O ser humano é bastante inocente e ingénuo quanto ao seu sentido de vida. Ao contrário dos animais que nascem a saber o que têm de saber, o ser humano cresce e amadurece percebendo que quanto mais avança mais tem noção do pouco que sabe e o quanto desconhece. Não só em termos de conhecimento mas essencialmente de experiências, o ser humano evolui tendo a noção do quanto perde muitas vezes por ser racional e por ser pensador. É certo que evolui enquanto raça para um domínio territorial sobre as outras espécies mas não deixa por isso de se enfraquecer enquanto catalisador e criador de momentos de transcendência, de arte, de superação do ser no âmbito pessoal e antropológico. Procura cada vez mais mecanismos e aparelhos que substituam a interacção que possa ter com o seu ambiente, "facilitando-lhe" a vida mas sem compreender o quanto o está a amputar na sua extensão e potenciação. Não acontece apenas nesta demanda pela vida ócia e de um anarquismo puro sobre o que o rodeia, o ser humano perde essencialmente por não compreender o momento, o sentimento, o sentido que as essências, objectos e substâncias que estão ao seu redor possuem. Normalmente isso só acontece, essa realização que algo era fundamental e mágico, quando já passou, quando se gastou, quando já partiu. Aí, com lamuria, e normalmente em desespero, o ser humano procura voltar ao seu passado, tenta reviver o que não é repetível, sentir aquilo que não sentiu ou que não teve noção que sentiu. A ânsia do dia de amanhã ser melhor, de o futuro ser mais risonho, priva o ser humano de compreender que o actual é que é construtor do futuro e organizador do passado. Que só percebendo e entendendo o quanto podemos fazer hoje, em cada dia, é que se ganha realmente experiência, que se enriquece e se realiza os sonhos, que se projecta um ser que definhará com um sorriso nos lábios e emoção nos olhos. Muitas pessoas perdem demasiado tempo agarradas aquilo que nunca irá existir verdadeiramente nas suas vidas, o passado, pela impossibilidade já supratranscrita e também ao futuro que sem mecanismos, sem locomoção e concepção no presente jamais existirá para além do plano, do projecto, do esboço que é a pobre mente humana. Por isso, muitos são aqueles que se arrependem, muitos são aqueles que vivem dos ses e dos talvez, infelizmente as probabilidades só existem para se equacionar padrões, e se os padrões são de o esperar, de o aguardar, do sonhar acordado, então mais não se pode esperar que esse padrão se revele e se comporte sistematicamente.

domingo, 1 de setembro de 2013

Frases ao longo do tempo...

Aqui ficam algumas frases que fui escrevendo ao longo do meu tempo enquanto estudante secundário e universitário. Possivelmente em breve escreverei mais sobre algumas delas.

“Perder, é só um passo numa vitória, é o começo dela...”

“Por muito grandes que sejam as vedetas, a bola continuará a ser redonda e o campo rectangular…”

“O treinador não é aquele que ensina a jogar futebol ou aquele que pensa que sabe tudo, o treinador é sim, a individualidade dentro do grupo que orienta os jogadores, que está lá para os encorajar, é o amigo mais próximo de cada um dentro do balneário nos bons e maus momentos, para criticar sempre que é necessário, para dar a cara e levar os primeiros socos, mas ainda mais importante, é aquele por quem o jogador se apaixona como seu irmão de sangue, o sangue do clube e da família que ali vive.”

“O mais cego de todos no futebol é aquele que apenas vê a bola.”

“O que se faz nos treinos vai-se reflectir no jogo, seja bom ou mau.”

“Mais importante do que ter pés, no futebol, é preciso é ter cabeça e olhos.”

"Não devemos nunca ir contra as ondas ou saltar por cima delas, primeiro porque não sabemos quanto duras são, e magoam sempre, nem saltar porque nunca sabemos o que está do lado de lá. Por isso mais vale recuar, deixar elas desfazerem-se aos nossos pés e depois sim mergulhar."

“Viver é mais do que viver, é Viver.”

“Não és muito bom quando todos te aplaudem, és muito grande quando ouvires uns assobios lá no meio.”

“Se o meu trabalho e pesquisa fossem divididos poderia cair no erro da ciência, de partir tudo aos bocadinhos e esquecer-me que todos aqueles bocadinhos afinal eram um bom bife tenro.”

“O caracol tornou-se lento por causa da casa que trazia com ele, protege-o e torna-lhe a vida mais fácil. Mas o caracol nunca poderá alguma vez sequer levantar a cabeça e ver o que está à volta dele.”

“O problema da girafa foi querer crescer tanto para alcançar os ramos mais altos que se esqueceu de que o inimigo lhe atacava as pernas.”

“Estrelas? Só conheço as do céu e mal as vejo cá de baixo.”

“Quanto mais envelheço mais tenho noção de que sou inexperiente.”

“Um jogo tem muito mais de 90 minutos.”

“Por onde ande, o que seja que encontre, nunca me sinto completo”
 “A minha sabedoria não me preocupa, preocupa ou deve preocupar aos outros que a desconhecem”

Devemos desequilibrar equilibrados e equilibradamente”

“A superação só se faz se se tiver necessidade de se superar.”

“Se não queremos amigos razoáveis, nem comida razoável, nem nada razoável, porque haveremos de nos contentar com sermos razoáveis? Nunca te deixes ficar pelo razoável. Exige de ti o que exiges do que te rodeia, o máximo.”

“Um grande investidor não bate ao mesmo banco duas vezes.”

“Quem é matador, ou mata ou morre.”

“Se após as três dimensões, podemos considerar o tempo como a quarta dimensão, então devemos revelar que a grande e quinta dimensão é o conhecimento.”

“A grande falha do ser humano é não ser humano.”

“Só existe perfeição aos olhos de quem tem uma visão limitada.”

Naturalmente e compreensivelmente algumas destas frases podem ter sido escritas por outros com um sentido muito semelhante e com palavras muito parecidas, até pela natureza de uma formação semelhante. Por isso peço desculpa se por vezes alguém se sentir subtraído.
 

sábado, 31 de agosto de 2013

Paciência e comunicação

A vida coloca-nos situações e problemas constantemente. De vária ordem e forma, a problematização é corrente na nossa mente e só assim nos faz evoluir, espera-se, positivamente. Nem sempre é fácil identificar o problema, principalmente a sua fonte e como se origina, parece saltar para a realidade como se estivesse escondido perante o nosso olhar mais desatento. Não por acaso, quiçá, quando surge um parecem surgir logo todos como se pertencessem a alguma família mais mafiosa onde o atingir um membro faz disparar os alarmes de toda a comunidade. O que leva a que isso aconteça, o aparecimento em  série, deve-se principalmente à forma leviana como vamos encarando o problema numa fase inicial, como se fosse muito fácil e simples de resolução e até com o tempo fosse simplesmente varrido do nosso horizonte. Infelizmente é típico no ser humano uma certa conformação e relaxe perante qualquer tipo de barreira ou buraco que se crie, simplesmente procura-se a melhor maneira de os contornar. Contudo, a pouca experiência de vida tem me oferecido alguma sabedoria para saber que se não actuar em conformidade com o problema e se não se procurar disseminar, vulgarizar, a situação, então não aprendemos, não evoluímos e acumula-se o peso sobre o corpo e principalmente sobre a mente. Não crescemos com soluções capazes para situações futuras e acabamos por ser facilmente consumidos pelas várias situações. Assim, acredito que paciência é uma característica fundamental, não só na questão de aguentar, mas sim na capacidade de actuar sempre calmamente e com frieza, com habilidade analítica e poder de incisão para saber o que atacar e como atacar. Para além deste aspecto, existe outro que julgo ser determinante que é a comunicação, outra vez não pelo simples hábito de falar, conversar, mas estendendo a comunicação a todo o tipo de interacção que podemos e devemos ter sobre os sujeitos, objectos ou substâncias que nos rodeiam. É vital uma compreensão do meio que nos envolve a nós e ao problema para sabermos realmente o porquê da sua existência na nossa vida, o que o causou, o que o fez nascer, e porque não, em que sentido ele surgiu para que nos tornássemos seres mais compostos, mais animados, mais intervenientes, perante o mundo que nos rodeia. Só saindo da porta da nossa mente e corpo, só exteriorizando o nosso ser, percebendo e conhecendo o que está dentro dele e fora, é que somos capazes de nos envolver com as barreiras que nos apresentam e as moldamos como a nossa fortaleza.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Silêncio da noite

A noite é uma fase fabulosa, revela sombras que não conseguimos observar durante os períodos de sol, o seu silêncio é calmante e sonhador. Principalmente em alturas de verão a noite faz despertar mais o corpo para sentidos que se mantêm inactivos durante longos períodos do ano. Aproxima mais o homem da sua face animal e activa instintos mais exploratórios e aventureiros, leva ao progresso de uma mente mais ligada à realidade e ao palpável. Descobre as personalidades de cada um e contempla a sua exibição. Talvez não por acaso é nesta altura que os predadores saem das suas tocas, porque os seus instintos felinos assim os comandam mas principalmente porque é a noite que potencializa as suas capacidades e habilidades. Acorda e faz sonhar as mentes poéticas e românticas e desinibe as mentes que usando a noite como um pano ilusório se apresentam finalmente à sociedade, pois sobre o pretexto da noite e do que normalmente está associado tudo fica desculpado. É durante a noite que brilham as mais belas luzes, e não falo de estrelas, que são naturalmente belas, mas sim pelas luzes de cada ser, tornam-se mais evidentes do que durante o dia pois ao longo deste período a quantidade de luzes é de tal forma imensa que ofusca o olhar mais destreinado e menos atencioso. O cansaço desencadeia um processo de caracterização do que é fundamental para o corpo e para a mente e assim todos os mecanismos mais racionais são adormecidos, a alma torna-se mais pura e objectiva, sente mais o que a rodeia e catalisa mais o poder criativo e recreativo. É na noite que os sonhos se desenvolvem nos nossos olhos, enquanto olhamos o horizonte, que se ouve a música que a cidade e o ambiente produzem, que se depara com os aspectos mais simples da vida e com as substâncias mais essenciais do nosso mundo. É nesta altura que as máscaras saem, que os panos caem, e que a sociedade actua sem regulamentação, sem controlo, sem sentido e sem direcção. Felizmente a noite existe para que se dê também mais valor a cada amanhecer e anoitecer. Devemos agradecer à noite pois é nela que os grandes progressos são feitos, que as ideias surgem sem rodeios e sem amarras, que os sonhos se produzem e nos fazem impulsionar para sermos mais, mais humanos, mais super humanos ao mesmo tempo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Amplificador de horizontes

Ao longo das nossas vidas, todos nós vamos aprendendo e evoluindo de várias formas, através dos estudos, através da educação primária dada pela família ou pelos encarregados de educação, através dos livros, dos amigos, da nossa interacção com o mundo e mesmo com os laboratórios mentais que vamos produzindo dentro da nossa mente. Todas essas formas fazem-nos evoluir em diferentes proporções e formas de potenciação. Não desenvolvem apenas o nosso intelecto mas também a nossa locomoção, os nossos sentidos e sentimentos. São vitais para que consigamos desenvolver-nos socialmente e procuram cativar em nós novos caminhos e espaços do conhecimento, da sabedoria, da experiência, da alma e do sentimento. Em toda esta salada de ligações existem algumas que são mais ricas, não que sejam por isso mais duradouras, mais inteligentes, mas que desenvolvem em nós momentos em que enriquecemos como sujeitos da sociedade e do conhecimento e que nos abrem mais portas que todas as outras possibilidades de conexão. São as pessoas, momentos, espaços ou objectos que nos marcam determinantemente e que vão ser lembradas para sempre como marcos históricos e aos quais tantas vezes recorremos à memória e à lembrança. Levam-nos a um estado de espírito mais elevado, por vezes de quase euforia, por nos dar tanto e de forma tão simples e pura. A forma como nos ligamos a estas substâncias ou sujeitos, é tão natural, tão instantânea que parece que sempre fez parte de nós, que os conhecemos como tivessem nascido conosco tal é a sintonia que se cria. Também não raras vezes o sentimento é de tal forma mágico que parece intemporal, parece que nesses momentos tudo pára tal é a forma como se vive intensamente esses momentos. Infelizmente por serem tão especiais por serem tão fantásticos parece que passam num piscar de olhos, e por vezes só nos apercebemos do quanto foi tudo tão maravilhoso quando esses momentos já passaram, quando já se foram e quando já não os podemos agarrar a não ser na nossa memória. Assim devemos tentar viver sempre intensamente os momentos que nos deixam realmente pairados sobre os céus e se possível, se alcançável, vive-los novamente e dar-lhes o máximo valor e importância. Dar valor ao tempo que se tem e ao que se faz com ele, é em última instância, a verdadeira essência e sabedoria do ser humano. Estender e expandir o máximo que se puder o dia, preenche-lo e enriquece-lo não com muita quantidade, mas com muita qualidade de momentos e experiências memoráveis. Amplificar e procurar elementos que amplifiquem os nossos horizontes, desafiar os limites da própria mente e corpo, deve ser esse o sentido e sentimento do ser, do eu. 

domingo, 25 de agosto de 2013

Ausência

Vários foram os meses em que não escrevi, não por falta de vontade, não por falta de criatividade, mas porque precisava de algum tempo para mim. Porque todas as pessoas precisam de algum tempo para voltar a arrumar o seu armário, limpar, tirar o pó, reorganizar caixas e catalogar melhor tudo o que está nas suas gavetas para que seja mais fácil procurar novamente quando lá se volta e para compreender melhor todas as prioridades. Por vezes para continuar a caminhar em frente com passos seguros e sólidos é necessário reavaliar patamares de estado e sentimento, de pensamento e de coerência com o que se idealiza para o futuro. Não raras vezes, o stress diário e a rotina leva-nos a um estado de adormecimento que nos faz viver sem realmente compreender o que fazemos e porque fazemos, perdemos um pouco a orientação e a objectividade acabando por perder tempo e energia em tarefas que apenas nos consomem sem dar grande produtividade ou satisfação. A cegueira é de tal forma interveniente que atingimos um ponto em que já nem nos identificamos conosco ou com o sítio onde estamos. Assim, recomendo a todos que não exagerem nunca, esforcem-se e procurem sempre dar o máximo, por vezes tentem mesmo ultrapassar os vossos limites mas sempre com a consciência que é necessário descansar e relaxar. Não só em termos profissionais mas também sociais e pessoais. Perceber que por vezes é necessário voltar a ser criança e ser menos sério em relação a tudo e todos, que por vezes é bom perder tempo a olhar apenas o tempo passar e passar por nós. No fim, todos morremos e caminhamos para o mesmo sítio e nada do que possuímos agora vai conosco para o outro lado. Contudo, não quero com isto dizer que devemos deixar de tentar viver o máximo de cada dia e fazer o máximo dele, pelo contrário, viver intensamente e sempre construtivamente cada momento e cada dia, dar realmente valor ao que tem, e investir para uma vida cheia de sonhos concretizados e muitas experiências ricas em forma e conteúdo. O que quero passar é mesmo a ideia que a pausa, que a ausência, que o "perder tempo" é fundamental para que se possa evoluir com estrutura e sabedoria. Parando e sentando sobre o banco da estação da vida, compreende-se muito melhor o quanto estamos dentro e fora do comboio, sem nunca sair, sem nunca entrar, olhamos para as suas belas cores e compreendemos o quanto fazemos parte da sua paisagem. A contemplação deve ser profícua e saborosa. O olhar sobre o eu dentro e o eu fora.

Dar-te assas

Procuro orientar-te, saber como estás, como vives e como te sentes. Sem ti a vida tem pouco sentido e clareza, apesar da luz que invade o meu olhar através dos raios poderosos e quentes do sol, a minha visão é pouco iluminada e distorcida, o corpo sente-se frio e desprotegido. Sem cor, sem sentimento, sem desejo, procuro compreender-te, perceber como raciocinas e em que sentido caminhas. Julgo que muitas vezes nem tu sabes o que queres e para onde queres ir, para onde queres voar nessas assas que não possuis. Sabes o quanto amo-te e o quanto quero-te, o quanto sinto-te e o quanto envolves-te dentro de mim, a forma como procuro proteger-te e acalmar-te no meu coração mas nem por isso aproximas-te quando tento abraçar-te dentro de mim. Tens receio que os braços que te abraçam sejam tão puros e fortes que te façam acordar para um sentimento que apenas julgaste existir nas letras que outros escreviam ou pronunciavam. Durante longos tempos fomos aprendendo conjuntamente, com a força que nos une a voar sem limites, a sonhar sem barreiras e a amar a vida tal e qual nos era oferecida, perdemos os sentidos e o sentimento de perda acabou por nos sentir temerosos perante o perigo da extinção da nossa atracção. Torna-se difícil, doloroso e penoso caminhar, correr e lutar sempre atrás de ti, sei que não queres que te largue, que te deixe ir, mas vejo claramente o quanto sofres quando estás perto de mim, o quanto sangras por sentires tanta imensidão e não puderes relaxar porque o mundo não é perfeito e ordena-nos que caminhemos separados. Pertencemos a mundos diferentes, realidades que não coabitam por serem tão díspares, mas nem por isso deixou de me enlouquecer e iludir todos os momentos que passei nesse teu halo, nessa tua dimensão onde os deuses habitam. Compreendo que sendo um simples servo humano nunca poderia almejar tais proezas, tais patamares de perfeição e concepção. Percebo o quanto insignificante sou perante as importâncias quotidianas que percorrem o concílio dos deuses, a forma arbitrária como decidem muitas vezes o destino dos demais. Peço-te que não deixes de lutar, que não deixes de me visitar, e que não deixes de acreditar que ainda é possível amar os mortais. Esperarei sempre por ti e cá estarei para te dar sempre assas para voares novamente meu pequeno anjo...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Magnífica cidade

Fico encantado com a forma como percorres os meus olhos, como me iluminas e humedeces os meus olhos, como me prendes e me libertas ao mesmo tempo. Fazes acreditar que tudo é possível aqui, que tudo existe e que realmente é possível lutar por algo mais, por ser superior e por ambicionar alcançar a exacerbação do ser. Dás forças através destas mais belas formas arquitectónicas que possuis. Fazes com que seja novamente criança e arrastas-me docemente pelos teus trilhos e campos de todas as cores e cheiros. Habitada por todo o tipo de seres, ofereces uma multiplicidade de conhecimentos e saberes que amplia largamente o acesso á biblioteca do saber e principalmente do viver. Publicito-te de forma gratuita e sincera, agradecendo tudo o que fazes por mim e pelos meus. Recebeste-nos de braços abertos e fazes-me sentir em casa. És um lar caoticamente ordenado e civilizado que mascara muitos dos males da sociedade e que só é vivenciável conforme a decisão e juízo do próprio ser. Magnífica e magnata, és uma cidade inesquecível e continuamente memorável e lembrável. Tens um canto para cada um e nunca paras, parece que vives para alimentar aqueles que estão em ti, que te alimentam e te sustentam. És electrizante e viciante, dificilmente deixas alguém para trás sem o desejo de te voltar a conhecer e a consumir mais. Perante o nervosismo e a expectativa, sais sempre triunfante tal como sempre te categorizaram, levas o nome de formalidade a um patamar realmente profissional e honroso. Unes-te como um só e conquistas o mundo facilmente com a tua presença e carácter. A cada canto, uma nova surpresa, uma nova sessão que agrada o espírito e faz prevalecer a vida vivida com energia. Cidade cheia de oportunidades, por vezes é fácil fazeres com que se percam no teu seio, eliminas facilmente aqueles que auguram subir sem trabalho, crias em cada praça heróis que iluminam o caminho dos que vão passando. Sozinha transportas contigo a esperança de um dia o mundo ser mais forte e civilizado, mais humano e carinhoso. Estar dentro de ti faz ter vontade em amar novamente, em viver apaixonadamente e sem receio do futuro, abraçando o presente com intensidade e musicalidade. És sem dúvida um espanto em todas as tuas formas e fazes com que assim continues a crescer, a evoluir e a educar o mundo como ser e como se comportar. This is London, just enjoy and relax.

Magia


Fabuloso é o mundo que não compreendemos, logo que nos seja apresentado de uma forma pensada e organizada, metodicamente preparada, com respiração, com suspense, pausa e com um final nunca finalizado, nunca pautado ou pausado. Quando mal apresentado, o novo conhecimento e as novas experiências tendem a assustar o sujeito e a fazer com que se sinta repudiado pelo próximo passo ou mesmo a situação em que se encontra. O movimento e a comunicação são fundamentais para cativar o receptor de forma a familiariza-lo com o processo e assim embarcá-lo numa fábula que percorre a imaginação e distraí do quotidiano. Importante mostrar á pessoa que sabe e tem poder sobre todos os passos que damos enquanto subtilmente é amarrada e atada para o final. O sucesso será atingido quanto mais certo e confiante estiver o receptor e maior será a surpresa quanto maior for a impossibilidade no acreditar no passo final. Tem de ser algo tão extraordinário que nem os espectadores previssem. Assim, se conquista o mundo, assim se conquista o sorriso após longos períodos boquiabertos, de espanto e de incredibilidade. Desta forma se fascina a mente do ser humano e se faz acreditar na possibilidade de realizar o impossível. Na verdade, o que mais nos prova é que tudo é possível logo que acreditemos nisso, logo que a nossa mente veja aquilo que desejamos ver e tanto ansiamos por nos alimentar. São esses momentos que nos fazem realmente voltar á infância e ao mundo mágico, simples, directo, único, puro e realmente vibrante. Porque nos afasta definitivamente de todos os problemas diários, que nos encanta e faz voar sobre todas nuvens e relâmpagos. Nesses momentos a energia que nos envolve e nos contagia é extraordinariamente poderosa, capaz de nos tornar super-humanos e ao mesmo tempo perante tal maravilha ficamos completamente imóveis, estáticos, incrédulos perante o que nos foi apresentado. É como se fossemos arrebatados por uma força e plataforma tão poderosa que tudo o que nos resta fazer, é deliciar os breves momentos seguintes, quando ficámos suspensos, pasmos por tanta falta de gravidade. A momentos como estes gosto de os considerar como dinamite para electrões sentimentais.