A vida coloca-nos situações e problemas constantemente. De vária ordem e forma, a problematização é corrente na nossa mente e só assim nos faz evoluir, espera-se, positivamente. Nem sempre é fácil identificar o problema, principalmente a sua fonte e como se origina, parece saltar para a realidade como se estivesse escondido perante o nosso olhar mais desatento. Não por acaso, quiçá, quando surge um parecem surgir logo todos como se pertencessem a alguma família mais mafiosa onde o atingir um membro faz disparar os alarmes de toda a comunidade. O que leva a que isso aconteça, o aparecimento em série, deve-se principalmente à forma leviana como vamos encarando o problema numa fase inicial, como se fosse muito fácil e simples de resolução e até com o tempo fosse simplesmente varrido do nosso horizonte. Infelizmente é típico no ser humano uma certa conformação e relaxe perante qualquer tipo de barreira ou buraco que se crie, simplesmente procura-se a melhor maneira de os contornar. Contudo, a pouca experiência de vida tem me oferecido alguma sabedoria para saber que se não actuar em conformidade com o problema e se não se procurar disseminar, vulgarizar, a situação, então não aprendemos, não evoluímos e acumula-se o peso sobre o corpo e principalmente sobre a mente. Não crescemos com soluções capazes para situações futuras e acabamos por ser facilmente consumidos pelas várias situações. Assim, acredito que paciência é uma característica fundamental, não só na questão de aguentar, mas sim na capacidade de actuar sempre calmamente e com frieza, com habilidade analítica e poder de incisão para saber o que atacar e como atacar. Para além deste aspecto, existe outro que julgo ser determinante que é a comunicação, outra vez não pelo simples hábito de falar, conversar, mas estendendo a comunicação a todo o tipo de interacção que podemos e devemos ter sobre os sujeitos, objectos ou substâncias que nos rodeiam. É vital uma compreensão do meio que nos envolve a nós e ao problema para sabermos realmente o porquê da sua existência na nossa vida, o que o causou, o que o fez nascer, e porque não, em que sentido ele surgiu para que nos tornássemos seres mais compostos, mais animados, mais intervenientes, perante o mundo que nos rodeia. Só saindo da porta da nossa mente e corpo, só exteriorizando o nosso ser, percebendo e conhecendo o que está dentro dele e fora, é que somos capazes de nos envolver com as barreiras que nos apresentam e as moldamos como a nossa fortaleza.
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