terça-feira, 27 de agosto de 2013

Amplificador de horizontes

Ao longo das nossas vidas, todos nós vamos aprendendo e evoluindo de várias formas, através dos estudos, através da educação primária dada pela família ou pelos encarregados de educação, através dos livros, dos amigos, da nossa interacção com o mundo e mesmo com os laboratórios mentais que vamos produzindo dentro da nossa mente. Todas essas formas fazem-nos evoluir em diferentes proporções e formas de potenciação. Não desenvolvem apenas o nosso intelecto mas também a nossa locomoção, os nossos sentidos e sentimentos. São vitais para que consigamos desenvolver-nos socialmente e procuram cativar em nós novos caminhos e espaços do conhecimento, da sabedoria, da experiência, da alma e do sentimento. Em toda esta salada de ligações existem algumas que são mais ricas, não que sejam por isso mais duradouras, mais inteligentes, mas que desenvolvem em nós momentos em que enriquecemos como sujeitos da sociedade e do conhecimento e que nos abrem mais portas que todas as outras possibilidades de conexão. São as pessoas, momentos, espaços ou objectos que nos marcam determinantemente e que vão ser lembradas para sempre como marcos históricos e aos quais tantas vezes recorremos à memória e à lembrança. Levam-nos a um estado de espírito mais elevado, por vezes de quase euforia, por nos dar tanto e de forma tão simples e pura. A forma como nos ligamos a estas substâncias ou sujeitos, é tão natural, tão instantânea que parece que sempre fez parte de nós, que os conhecemos como tivessem nascido conosco tal é a sintonia que se cria. Também não raras vezes o sentimento é de tal forma mágico que parece intemporal, parece que nesses momentos tudo pára tal é a forma como se vive intensamente esses momentos. Infelizmente por serem tão especiais por serem tão fantásticos parece que passam num piscar de olhos, e por vezes só nos apercebemos do quanto foi tudo tão maravilhoso quando esses momentos já passaram, quando já se foram e quando já não os podemos agarrar a não ser na nossa memória. Assim devemos tentar viver sempre intensamente os momentos que nos deixam realmente pairados sobre os céus e se possível, se alcançável, vive-los novamente e dar-lhes o máximo valor e importância. Dar valor ao tempo que se tem e ao que se faz com ele, é em última instância, a verdadeira essência e sabedoria do ser humano. Estender e expandir o máximo que se puder o dia, preenche-lo e enriquece-lo não com muita quantidade, mas com muita qualidade de momentos e experiências memoráveis. Amplificar e procurar elementos que amplifiquem os nossos horizontes, desafiar os limites da própria mente e corpo, deve ser esse o sentido e sentimento do ser, do eu. 

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