Fabuloso é o mundo que não compreendemos,
logo que nos seja apresentado de uma forma pensada e organizada, metodicamente
preparada, com respiração, com suspense, pausa e com um final nunca finalizado,
nunca pautado ou pausado. Quando mal apresentado, o novo
conhecimento e as novas experiências tendem a assustar o sujeito e a fazer com que se sinta repudiado
pelo próximo passo ou mesmo a situação em que se encontra. O movimento e a comunicação são fundamentais para
cativar o receptor de forma a familiariza-lo com o processo e assim embarcá-lo
numa fábula que percorre a imaginação e distraí do quotidiano. Importante mostrar
á pessoa que sabe e tem poder sobre todos os passos que damos enquanto
subtilmente é amarrada e atada para o final. O sucesso será atingido quanto
mais certo e confiante estiver o receptor e maior será a surpresa quanto maior
for a impossibilidade no acreditar no passo final. Tem de ser algo tão extraordinário
que nem os espectadores previssem. Assim, se conquista o mundo, assim se
conquista o sorriso após longos períodos boquiabertos, de espanto e de incredibilidade.
Desta forma se fascina a mente do ser humano e se faz acreditar na possibilidade
de realizar o impossível. Na verdade, o que mais nos prova é que tudo é
possível logo que acreditemos nisso, logo que a nossa mente veja aquilo que desejamos
ver e tanto ansiamos por nos alimentar. São esses momentos
que nos fazem realmente voltar á infância e ao mundo mágico, simples, directo,
único, puro e realmente vibrante. Porque nos afasta definitivamente de todos os
problemas diários, que nos encanta e faz voar sobre todas nuvens e relâmpagos. Nesses
momentos a energia que nos envolve e nos contagia é extraordinariamente poderosa,
capaz de nos tornar super-humanos e ao mesmo tempo perante tal maravilha
ficamos completamente imóveis, estáticos, incrédulos perante o que nos foi
apresentado. É como se fossemos arrebatados por uma força e plataforma tão poderosa
que tudo o que nos resta fazer, é deliciar os breves momentos seguintes, quando
ficámos suspensos, pasmos por tanta falta de gravidade. A momentos como estes gosto de os
considerar como dinamite para electrões sentimentais.
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