O ser humano tem em si um potencial monstruoso e belo, capaz de ultrapassar os seus próprios limites, a sua própria compreensão e entendimento, ao ponto de o assustar e o limitar. A capacidade do ser humano actual é completamente diminuta perante o seu verdadeiro potencial, esta castração deve-se essencialmente ao processo filtrado e afunilado, compactado e formatado em que é formado. A sociedade não permite a atenção e o estudo de extremos, de génios que não são entendidos se não por aqueles que roçam compreender minimamente os campos onde estes senhores caminham com firmeza. A normalidade, o que é socialmente aceite e reconhecível com mérito não permite que estes "anormais" sejam louvados e potenciados, pelo contrário são escondidos, mal compreendidos e muitas vezes mutilados por "doutores" que diagnosticam um génio como se tivesse falhas perante os demais comuns. A esta conjuntura junta-se o processo de ensino-aprendizagem ser quase sempre limitado e limitativo, demasiado parido por replicação e estereótipos. Não condeno de todo a forma como muitos que se consideram professores praticarem desta forma o seu activo, a verdade é que o mundo que conhecem apenas é preenchido pelo conhecimento que adquiriram através das experiências durante a sua formação, também ela pobre e cega. Felizmente começam a surgir novas ciências que mostram o quanto errada, descontextualizada e mal orientada estava ciência comum, o quanto existe para além do que é alcançável pela matemazitação e cartesianismo que até então esta foi envolvida. Com tempo a educação e o educar será bem influenciado por estas novas eras e formas de conhecimento, mas até lá muito será preciso mudar, nomeadamente no socialismo humano. Contudo, já alguns surgem como inspiradores e persuasores para novos caminhos, seres que compreendem a verdadeira ligação total e una entre tudo e o todo. Embora muito secretamente, continuam-se a desenvolver estudos e exercícios de actuação de todo este potencial, do início do verdadeiro potencial da mente e do corpo e o quanto estes podem influenciar não só o palpável, o atingível, mas muito para além das meta-físicas. A mente, logo que bem desenvolvida tem um poder que é claramente ilimitado, seja perante o seu poder actuante, como modificador ou mesmo exterminador. A mente, logo que bem criada e orientada, exercitada e explorada, pode permitir experiências e actuar perante "impossibilidades" que a mente comum não compreende, normalmente atribuindo-lhe simplesmente o nome de milagre ou irreal. A exploração da mente e do conhecimento próprio, do ser eu e da capacidade desse eu será com certeza a próxima fase de domínio humano e o próximo passo evolutivo na raça humana. Só assim o ser humano poderá realmente expandir-se e conhecer-se a si mesmo.
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