sábado, 14 de setembro de 2013

Maturação

Maturação é um processo longo, demorado, e julgo que nunca terminado, pois nunca se atinge a plenitude e se fica completo e no entanto começa-se o declínio para padecer. Para além disso, as maturações corporais parecem-me claramente em estados de desenvolvimento e de crescimento não congruentes, apesar de numa fase inicial o crescimento ser contínuo e paralelo, existem fases em que o desenvolvimento mental é mais avançado ou atrasado, dependendo do sujeito, do desenvolvimento físico, muscular. Divido aqui estes dois desenvolvimentos pois são os mais comuns, e aglomero no mental o físico e sensitivo por uma mera questão de facilidade, pois como muitas vezes já referi, não existe para mim divisão, pelo contrário acho-a errada e descontextualizada. Mas voltando ao que realmente interessa, os diferentes desenvolvimentos são essencialmente influenciados pela aplicação, dedicação do sujeito na sua interacção com o meio ambiente e com o seu interior, e por isso é por clara decisão, própria ou influenciada, que o sujeito se torna mais eficiente e eficaz em determinadas áreas. Contudo, o investimento num desenvolvimento não quer dizer que se massacre ou elimine o desenvolvimento do outro, pelo contrário, se forem bem exercitados, os conhecimentos poderão levar a um desenvolvimento interactivo e profícuo do ser nos determinados campos e áreas. É por isso fundamental compreender e estabelecer planeamentos que elevem o sujeito e que o façam sentir essa ligação, essa relação umbilical entre o todo que o rodeia, essa compreensão intrínseca e extrínseca como uno. Esse é por fim o maior resultado da maturação do processo, a maturação mental e física como uno, o desenvolvimento de uma consciência que compreende o quanto está inter e intra-ligada sem limites, sem barreiras, se não por simples facilitismo de configuração e atribuição de sujeitos ao que nos realiza e vive no nosso mundo. Julgo que um dos passos fundamentais para essa maturação passa essencialmente por ter calma e paciência, inteligência naturalmente, para saber julgar os momentos e experiências que vivenciamos na nossa vida, longa ou curta depende da quantidade e acima de tudo qualidade de gasolina que dá-mos à chama da nossa memória e da lembrança que provocamos nos outros sobre a nossa passagem. A imortalidade conquista-se bem depois de se morrer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário