segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Verdade? A minha, a tua, qual? O conhecimento ajuda...

Verdade, um conceito ilusório que satisfaz a mente humana só para que esta possa sobreviver ao mundo eléctrico, fugaz, e aparentemente caótico. Verdade é um composto de substâncias que levam o sujeito a ser acomodado perante uma situação conhecida ou desconhecida. É um conjunto de informação atribuída, transmitida ou procurada por um sujeito com vista a criar uma ligação entre esse e o seu objecto, que normalmente até se evidencia mais quando se trata de outro sujeito. Ou seja, são um conjunto de conceitos que o indivíduo primário acredita serem reais, "verdadeiros", e que os insere na sua base de dados tal e qual como dogmas. Desta forma satisfaz  a mente, vive melhor com essa certeza e baseia-se nela para a construção ou solidificação de uma ligação ou banda entre ele e o "outro lado". Mas, e como tudo na vida, há um "mas", como definir essa verdade como verdadeira? Como poderemos saber se essa verdade é verdade para todo um universo, se é grupal ou como muitas vezes, miseravelmente, individual, singular?
A resposta é difícil de atribuir, até porque ela própria compreende o princípio de verdade, mas acredito que conhecimento é o elemento chave de todo o processo. Quanto maior for o nosso conhecimento sobre determinada "verdade" e quanto maior for a estabilização em processos de transmissão anteriores, maior é a probabilidade de atingirmos o que pretendemos, a verdade verdadeira. Imaginemos o complexo A, B, e C. A transmite a B uma informação, querendo levar B a acreditar que o que A diz é verdade, contudo B não tendo certeza se esta comunicação é fiel ou não, questiona C sobre a comunicação de A. Não quer com isto dizer que B acredite que C é fiel, mas mais informação, sendo necessário que C compreenda e esteja abrangido na comunicação que A proferiu, poderá atribuir maior probabilidade de veracidade a A. Podendo assim, B estar mais seguro e confiante que A e C são fieis a si e estabelecendo uma ligação ou banda mais forte e autêntica. Mas imaginemos que A e C são fieis a si, mas não perante B, tudo muda para B. Assim B, deverá acreditar acima de tudo nas vantagens em que a informação que A lhe transmitiu e em que medida isso poderá ser útil em ligações futuras com A e C.
Quero com isto dizer, que acima de tudo ,acreditem no que quiserem, no que vos fizer mais felizes, mas se a vossa felicidade não é a ignorância e a mentira, procurem sempre obter mais conhecimento de forma a que o vosso USB esteja devidamente protegido perante vírus e as vossas ligações sejam dessa forma mais sólidas, mais fortes e mais vantajosas para todos.

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