Existe um famoso jogo chamado The Sims, que por certo já todos ouviram falar ou já jogaram, pois é o jogo mais vendido e jogado em todo o mundo. Nele, temos vários elementos seleccionáveis que posteriormente temos de controlar, procurando um emprego, realizando tarefas caseiras, comunicando com outros Sims e muitas coisas mais que mantêm o Sim num estado de harmonia e de equilíbrio perante ele mesmo e perante o mundo que o circunda.
Pois bem, surge então a questão, o jogo está a imitar o nosso mundo ou somos nós que estamos dentro dele como simples personagens?
Primeiramente quero só dizer que existe a grande vantagem de no jogo quando morremos por falta de necessidades básicas surge simplesmente um game over, reiniciamos e lá estamos nós outra vez a viver uma nova aventura, desta vez sabendo o que temos de fazer e o que mais nos convêm para o sucesso imediato. Na vida, como todos julgo que sabem o game over finda totalmente a nossa hipótese de jogar novamente.
Ao reflectirmos um pouco sobre a nossa vida, verificámos que muitas das nossas acções estão ali representadas na perfeição e que a semelhança é de tal forma patente que perante o jogo não achamos estranho quando colocámos o nosso nome às personagens jogáveis. Talvez isso seja curioso, pois queremos expor a nossa vida e manipulá-la, torná-la muito agradável, com muitos amigos, diversões e materiais que preenchem a nossa casa de alegria e comodidade. Podemos fazer o que nos apetece, não ir à escola, fazer uma festa ou mesmo pedir uma pizza às 5 horas da manhã só porque a barra da energia e fome estão baixas. O bom seria se a nossa vida, a real (ou talvez de real não tenha nada e sejamos apenas uma personagem que outros jogam, mas vamos supor que é esta a real) fosse também controlável, manipulável de todas as formas e ao nosso gosto. Imaginem, parem 2 minutos para reflectir, e verão que 95% das coisas que fazemos diariamente não controlamos.
Pois bem, bem-vindo ao mundo Sims, és um dependente e liberdade e justiça são palavras que só existem no dicionário. Pena desiludir-te, mas é para o teu bem, não és real, fazes simplesmente parte de um jogo em que és constantemente indicado a realizar tarefas e te tornas dependente de um simples clic.
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