domingo, 19 de setembro de 2010

Conceito de all-over, o todo circundante

De forma a tornar-se mais concreta toda a ideologia que tem sido apresentada, e que desde já não deixo de afirmar que apenas de trata de uma forma de pensar personalizada e dessa forma não estando a subjugar outras ou a querer afirmar que esta seja superior ou inferior, mas apenas uma forma diferente, quem sabe até para levar a que outros a considerem e sigam, considero importante exprimir e apresentar o conceito de all-over.
All-over, em português, corresponde a uma compreensão de um todo circundante. Ou seja, o all-over que envolve o sistema é o mesmo que referir que existe todo um halo não limitante em torno de um conceito chave que vamos definindo conforme as necessidades de uma limitação mais atingível.
Este conceito vai de encontro ao ponto de vista já desenvolvido numa postagem anterior e que observa e estuda o mundo, seja ele qual for, de uma forma global, infinita, quer seja minimalista ou transcendente, nunca procurando assim o ponto mas o espaço. Quando limitamos a um conceito, procuramos sempre na medida do possível defini-lo perante aquilo que ele é e nunca o reduzindo ou mascarando-o tornando-o desvirtualizado ou descontextualizado. É disso exemplo o conceito de acção, acção é acção, não é gesto, não é comportamento, não é atitude, é uma acção. Um sujeito, seja ele qual for na sua forma e identidade, quando realiza uma acção, mesmo podendo ser esta uma inacção, realiza uma interacção entre vários mundos que podemos "limitar" como interior, exterior, e no limite, na barreira, ou seja num espaço intermédio imaginativo entre interior e exterior. Contudo, devo aqui referir que esta "limitação" é apenas uma explanação para que seja mais fácil ao leitor a sua compreensão e entendimento, pois na verdade o mundo é apenas um e não existe qualquer limite ou barreira física ou quântica entre "os diferentes mundos". Voltando ao fundamental após o intervalo publicitário, uma acção é uma acção e não é nem mais nem menos do que isso, se verificarem no dicionário o significado de acção, o que vos vai surgir são significados reduzidos que no global significam de forma aproximada o conceito de acção. Muitas vezes estas significações são a simbiose do somatório de significados e compreendem perfeitamente o universo do conceito, mas algumas vezes a procura em afirmar com outros conceitos o que é o conceito que procuramos fica algo afastado do conceito que realmente procuramos entender. É a mesma coisa, que dizermos que o elemento x, por exemplo a pessoa que tem o nome de Pedro, é filho de a e b, irmão de c, primo de d e e, parecido com f e l, oposto a z e y e muito semelhante a m e n. Mas após isto tudo o Pedro ainda não é o Pedro, está mais perto de ser Pedro mas não é Pedro. Atenção que eu, naturalmente até por ser pouco experiente e por estar envolvido numa sociedade que é assim, dificilmente não fugirei à fatalidade, mas este texto procura acima de tudo procurar demonstrar ao leitor que devemos procurar ser o mais específicos possíveis, em busca da simplicidade, e não como muitas vezes a procura excessiva em complexificar e em teorizar. Devemos chamar aos conceitos, sejam eles qual forem, aquilo que eles são e não tentar cair no erro de iludirmos ou insultarmos o conceito.

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