domingo, 19 de setembro de 2010

Ponto de vista eco-socio-orgânico

Após vários anos a estudar periodizações, estratégias, formas de abordagem, níveis, estados de desenvolvimento, etc, tudo sempre me pareceu algo afastado do que realmente deve compreender todo o trabalho e conhecimento que devemos ter para sermos eficientes e eficazes neste campo laboral. Não quero com isto dizer que dou pouca importância a todas essas matérias que aprendi e incorporei dentro do meu ser, pelo contrário, guardo-as com uma importância relevante e é delas que me recorro para criar o meu ponto de vista, para a minha forma de ser, estar e trabalhar enquanto profissional capaz. Contudo, parece inadequada e algo antiquada a forma como se observa a matéria do ser. Não me parece interligada e compreendida com todas as áreas que estudam o ser no seu ser. Mais uma vez a ciência cartesiana acaba por afastar o homem do homem enquanto homem e torna-o algo a  que chamamos homem mas não é homem, é algo parecido, por vezes até semelhante, mas não homem. Mesmo no campo das ciências ditas sociais a procura em estudar o homem, focando-o acaba por desfocá-lo enquanto homem pois não circunscreve o seu ser enquanto ser sendo.
Desta forma parece-me mais credível e profícuo compreender o ser, até para que não o tornemos reduzido, ou seja não-ser, através de um ponto de vista eco-sócio-orgânico.
Ou seja, dentro de uma ecologia social orgânica, viva, em constante simbiose com o que o circunscreve e nunca o limitando. Tirar o ser do seu ambiente é tirar o corpo do lugar, logo, descontextualizando-o. Assim, para que possamos ser melhores profissionais, mais competentes e capazes devemos procurar incorporar na nossa planificação, periodização, programação e actuação, sendo todo este ciclo compreendido por uma reflexão constante e organizada, a verdadeira essência do ser enquanto ser. Não atribuindo a improbabilidade a um caos, aleatório e desconhecido, mas compreendendo que este é uma ordem por definir. 

2 comentários:

  1. Parece-te que as ciências sociais não atribuem importância ao contexto?

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  2. Olá Mauro, não digo que não atribuam importância ao contexto, simplesmente essa importância não me parece realmente significativa. Pois situa-se muitas vezes no campo da teorização, quando existem estudos, estes são demasiado controlados para que sejam validados cientificamente e assim reconhecidos, mas acabam por me parecerem sempre algo descontextualizados e pouco objectivos do ponto de vista do entendimento real e geral do fenómeno.

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