Hoje esteve um excelente dia, sol brilhava em todas as direcções profurando todos os corações, casas e ruas da cidade, toda a população andava alegre, uns mais que outros por certo pois o momento não é de grandes festejos. Vive-se mal nos dias de hoje, julgo mesmo que já são poucos os que conseguem sentir o seu coração a palpitar, a procurar algo de bom nesta humanidade em desespero constante onde já se perdeu até o bem primeiro e tão necessário como a ternura. As pessoas andam todas de olhar fechado e colado nos seus sapatos sujos e rotos, já não esperam nada senão o terminar do dia e do pesadelo. Quando se vive para trabalhar e já nem este dá para viver é compreensível a situação degradante em que estas pessoas vivem. Degradante pois o estômago pede por algo que não existe ao alcance de uma mão e porque a mente não possibilita mais do que um viva a um novo poder. Contudo, felizmente o sol preenche o ser transparente, não por este ter um significado positivo, pois soar e cheirar ao que não se quer não é o que se pretende, mas sim por este nos relatar histórias vividas anteriormente, momentos de prazer, quais não serão melhores do que os de criança em que tudo era fantasia, mesmo o que não o era tornava-se num maravilhoso gesto de brincadeira. Muitos adolescentes e alguns adultos permaneceram neste mundo de mentira e de engano, pois julgam que vêem que tudo é bom, toda a imagem palpável tem amor e alegria, que se podem tornar rainhas e reis e encontrar o seu ente encantado só porque a nova roupa fica bem ou porque o seu corpo se tornou mais esbelto num ginásio de domingo. Talvez atinjam a felicidade por serem assim, néscios, mas um dia cairão na podre e larga via que é a realidade, desejo que nunca a encontrem, que seja só zapping nos seus momentos fenomenais de vida, pois se assim não for alguém que os encaminhe para outro paraíso que não este. Recuando aos tempos de criança, estas brincadeiras, este sol, remetem-me a mim e provavelmente ao leitor um sentimento de estranheza pois falta o artigo maior e do qual eu desejava falar, o mar.
Este ser tão poderoso e grandioso que nem no horizonte é possível ver o seu fim, ficámos apenas com a pequena ideia que acaba quando os nossos olhos não tem mais poder de ampliação, pensando talvez que termine ali o mundo ou que novas fronteiras ali se cruzarão, o certo é que todos ambicionávamos chegar e conhecer o que lá existe, a esse limite em que podemos discriminar o espaço como de partes de um bolo se tratasse. Pois bem, mesmo que o conseguíssemos seria como entrar na escuridão, estaríamos à deriva procurando o seu ponto de origem, algo que nos desse a perfeita localização do que pretendíamos, o ponto imaginário do centro. É isso que me fascina quando observo o mar, o seu corpo disforme, constantemente em movimento, que nos suscita à reflexão sem pensarmos, ficamos em letargia pura, algo entre o saber que estamos lá mas que não existimos e que só ali existe o que está perante nós, o mar, a onda gigante azul, que sobrevive da sua identidade graças ao céu, enrolando-se nas areias quentes e enrolando-nos a nós mesmo nesse sonho de um dia atingirmos o seu limite.
Este ser tão poderoso e grandioso que nem no horizonte é possível ver o seu fim, ficámos apenas com a pequena ideia que acaba quando os nossos olhos não tem mais poder de ampliação, pensando talvez que termine ali o mundo ou que novas fronteiras ali se cruzarão, o certo é que todos ambicionávamos chegar e conhecer o que lá existe, a esse limite em que podemos discriminar o espaço como de partes de um bolo se tratasse. Pois bem, mesmo que o conseguíssemos seria como entrar na escuridão, estaríamos à deriva procurando o seu ponto de origem, algo que nos desse a perfeita localização do que pretendíamos, o ponto imaginário do centro. É isso que me fascina quando observo o mar, o seu corpo disforme, constantemente em movimento, que nos suscita à reflexão sem pensarmos, ficamos em letargia pura, algo entre o saber que estamos lá mas que não existimos e que só ali existe o que está perante nós, o mar, a onda gigante azul, que sobrevive da sua identidade graças ao céu, enrolando-se nas areias quentes e enrolando-nos a nós mesmo nesse sonho de um dia atingirmos o seu limite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário