terça-feira, 21 de setembro de 2010

Princípio de limite, da incerteza e de Peter

O princípio de uma ideia parte do critério que subentende que existe um pressuposto basilar a essa mesma ideia. Desta forma, devemos entender que para existir princípio tem de existir uma prévia concepção desse mesmo princípio. Seria néscio acreditar que uma ideia surge do nada, quando nada surge dessa forma. Os princípios que menciono no título para surgirem tiveram de se basear em ideias, afirmações, contextos anteriores, que serviram de base, ou foram catalisadores dessa mesma concepção. Contudo, devemos compreender que por vezes a criação de algo através de compostos danificados poderá levar a um produto defeituoso. É, numa base semelhante, querer fazer um bolo fabuloso, mas não sabendo que os ovos que foram utilizados estavam já fora de validade.
O princípio de limite é uma criação feita para criar uma barreira temporal, física, quântica, etc... com vista a uma delimitação precisa, não imaginária, que define um antes e um depois. As pessoas só se tornam adultas aos 18 anos, porque com 17 anos e 364 dias ainda não o são, isto segundo o princípio de limite. Assim, e o leitor por certo já compreendeu a enorme estupidez que este princípio define, o princípio de limite é ridículo ao ponte de um segundo, de um dia para o outro fazer diferença, ou ainda menor tempo se assim quisermos extremar. Este princípio define claramente as nossas vidas para tudo e mais alguma coisa, e nós aceitamos com naturalidade, envolvidos em letargia pura, estes limites absurdos que nos limitam a nós. Como é óbvio, não quero com isto dizer que partamos para o infinito e mais além sem qualquer limite moral ou social, mas procuremos ser menos limitados e limitativos. O limite existe acima de tudo para quem tem dificuldades de visão e compreensão moral, para quem é limitado no seu ser.
Já o princípio da incerteza passa por uma situação inversa ao princípio de limite, e que talvez vá de encontro ao que pretendemos, logo que mais uma vez não caiámos no absurdo do extremo. Ou seja, as matérias e conteúdos  não são nem devem ser imóveis, deve haver uma consciencialização na procura de procedimentos e abordagens que visem a irregularidade e a não localização precisa de tudo o que pretendemos estudar. Afinal tudo está em movimento e querer definir o centro com exactidão parece ser ineficaz e um desperdício de tempo, energia e paciência. Assim, procuremos trabalhar em bandas e volumes compreendendo o todo, ou no mínimo o fractal que dê sentido e razão ao todo.
No entanto, como até agora tem sido dito, cada um está no seu direito de trabalhar como quiser e procurar o seu sentido, desde que seja de forma apoiada e sustentada terá o meu apoio, de outra forma espero que não esteja a pisar o princípio de Peter e que assim, tenha atingido o patamar em que não é mais competente e apenas prejudica a sua pessoa e os que o rodeiam. 

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