A profissão, e em geral a vida, coloca várias situações que poderão ser encaradas como barreiras à normal caminhada do sujeito. Por uns encaradas como situações de difícil transposição, por outros como o ponto final num determinado trajecto e por outros como mais um incentivo motivacional à superação do ser, são situações que poderão então ser resolvidas de várias formas. Dentro de cada forma, sendo que as duas primeiras são básicas na sua contemplação, ou não se ultrapassa ou se espera que alguém nos ajude a passar, existem então na última forma várias formas de contemplar, reflectir e resolver o puzzle. Se muitas vezes existe a tentativa de encarar a situação e resolvê-la com o antídoto do contraditório, se não podes fazer asneiras não as faças, e esta costuma ser a forma mais simples, menos pensada e fácil encontrada pela maioria das pessoas, o seu resultado costuma ser meramente passageiro e sem aprendizagem. Aliás a tendência para cometer o erro novamente será ainda maior dando ainda mais lógica a uma das leis de Murphy. Procurar resolvê-lo de uma forma directa, ofensiva e corrosiva acaba acima de tudo por apenas destruir todo o seu espaço e essência, deixando no espaço um vago que nunca é devidamente preenchido por falta de uma aprendizagem construtiva. Possivelmente a melhor forma de absorver o problema e torná-lo numa solução partirá por compreender primeiramente porque é que este é um problema, quais as suas forças, quais as suas dinâmicas e sentidos, e dessa forma orientá-lo num sentido mais produtivo, mais profícuo. A passagem do branco para o preto de forma bruta e abrupta acaba por descontextualizar todo o processo de fluidez e de apreensão construtiva e progressiva da aprendizagem. Nem tudo o que existe no problema é mau, é ele que nos faz pensar e talvez muito dele esteja correcto para o que pretendemos da nossa construção da solução. Aliás ele só existe se existir solução, doutra forma não o poderemos considerar como problema. O planeamento progressivo, construtivo após uma análise cuidada de todo o ser do problema, e de uma integração numa dinâmica de um todo, é que possível de ser compreendido, tratado e solucionado com vista a uma evolução crescente e positiva da formação do ser e do grupo a ele pertencente.
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