terça-feira, 6 de março de 2012

Mudança nos padrões comportamentais

A história recente tem sido interessante no ponto de vista da compreensão do comportamento humano. Se durante séculos, mesmo milénios, o que comandou o homem acima de tudo foi a glória, ser eterno, expansão territorial e familiar, pouco mais existia na mente humana, pelo menos na grande generalidade, os últimos tempos tem se mostrado diferentes. Em certa medida, é de louvar e agradecer que assim tenha sido até há umas décadas atrás, podemos considerar mesmo todo o capitalismo como uma metáfora desse mesmo pensamento e orientação. Naturalmente devemos punir muitos dos que foram os meios para tal sucesso e angariação, mas do ponto de vista estritamente evolucionário da espécie, pudemos constatar que o sucesso foi tremendo e imperador. No entanto, ao longo dos últimos anos a análise do padrão comportamental do homem tem-se alterado imenso, de tal forma, que tende a enraizar cada vez mais as suas extremidades, provocando uma extensão irresistível do seu tronco, núcleo. Se por um lado, o que antes era glorificante de conquistar, neste momento tornou-se uma ambição imensurável por parte de alguns que não olham a meios nem senso à sua atitude e acção para tal. Por outro lado, existem outros, muitos, onde a apatia perante o sacrifício e alienação de uma vida digna não parece importar. Outros, influenciados por correntes de vivenciação momentânea tem tendência a irracionalizar o seu processo não perspectivando qualquer produto. Várias são as correntes no momento que se normalizaram e que até então seriam consideradas anormais e extremas. Até este momento nada de muito mau que se possa criticar com justa causa, acima de tudo cada um vive a sua vida como quer dentro do que a realidade lhe permite, mas temo que os extremos e a forma como cada vez mais as pessoas se sustentam e apoiam nelas não compreendendo muitas vezes que o abismo é o passo seguinte, leve a uma rotura do que era até então essencial. A falta de norte, de sentido, de valores, de sustentação, é de tal forma crescente e viral que leva-me a acreditar que o ser humano caminha a passos largos para a sua alienação de identidade, da sua gaia. Assim pouco mais nos resta se não a criação de novas espécies que poderão perdurar no tempo, ou pelo contrário, por falta de solidez e robustez, se percam.  

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