Desde cedo na humanidade se procurou dividir o corpo da mente, a carne do intelecto. O corpo estava acima de tudo indicado como motor da locomoção e como potenciador de irracionalidade. A mente por outro lado, numa patente maior, controlava o corpo e era racional. Contudo e conforme os estudos foram sendo possíveis de realizar, compreendeu-se que afinal não é bem assim. Não só o corpo não é assim tão divisível, como as características de cada área não são assim tão opostas e determinadas. Acreditar que o corpo não pensa ou que a mente não se move é ser ingénuo. Compreendo ainda que para alguns este paradigma tenha algum sentido, afinal o corpo pouco ou nada usaram, acreditando que tudo o que sentiam provinha da sua mente. Acredito até que para outros, os homens do desporto sempre tenham parecido ser apenas bestas que se alimentam da imagem e dos seus músculos para proveito e para triunfarem na sociedade, desde a antiga Grécia que esses filósofos assim o acreditavam. No entanto, nem todo o rótulo tem validade para o mesmo produto, tanto para um caso como para o outro, felizmente existem cada vez mais seres portadores de marca de qualidade reconhecida mundialmente. A verdade é que a pele pensa, os músculos pensam, os próprios ossos pensam, tudo o que é organismo vivo no corpo é pensante, reage, interage, comunica e evolui. Torna-se mais eficiente e profícuo, mais inteligente, mais resistente e melhor preparado para o presente e para o futuro. O treino de toda a corporalização é fundamental e permite ao indivíduo ser mais consciente de si e do que o rodeia. A expansão de todas estas potencialidades corporais pode, no futuro, tornar o ser humano mais perfeito, mais racional, mais uno, mais aquilo que deve ser, um ser evolutivo e revolucionador.
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