Só existe um problema se existir uma solução, esta é uma das poucas leis da vida, mesmo que essa solução seja impossível, indeterminável no momento por falta de conhecimento ou por ter uma solução múltipla. O ser humano quanto mais inteligente for, quanto maior for a sua percepção da realidade, o seu mecanismo de raciocínio e a sua segurança e confiança na tomada de decisão, maior independência terá. A sua consciência é determinante em todo este processo, e por estranho que pareça, a consciência acima de tudo sobre um sentimento de si, mas de si no mundo e do mundo sem o si. Acreditar que as nossas acções podem realmente ter efeito sobre o mundo, mesmo sobre o nosso micro-mundo, é dar demasiada relevância em muitas dos casos. O mundo, constituído cada vez mais por pessoas, e moldado por estas, segue desta forma padrões de comportamento padronizados, normalmente cíclicos e com tendência para uma ondulação crescente e depois decrescente de intensidade. As nossas acções e estados de espírito normalmente só desfocam o sentimento que temos sobre o mundo e nunca do mundo sobre nós, ele vai passando na nossa janela, resta saber se estando nós em movimento ou ele, mas isso também depende do conforto e desejo de cada um. Assim, o poder de decisão, independência e consciência são provavelmente os nossos maiores defensores, aqueles que estarão a nosso lado para toda a vida, depende acima de tudo de nós alimentarmos esses seres para que a ligação seja cada vez mais forte, viva e impenetrável. Fica então por saber se damos o papel principal ao mundo ou ao próprio, tendo consciência que este próprio pouca importância tem normalmente no decorrer da história. A nossa significância depende acima de tudo em acreditar na sua significância.
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