segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Live for today, hope for tomorrow, learn from yesterday

Li num rótulo de uma lata de bolachas este título e que pode-se traduzir para por português como: "Vive para hoje, espera/confia para amanhã, aprende por ontem". Apesar de simples e badalada a frase, semelhante a muitas outras de guia de inspiração e orientação moral a percepção que obtive sobre esta é ligeiramente mais oportuna e fulcral para o que deve ser a formação intelectual e vivencial do indivíduo. O viver para hoje, tão aclamado pelo carpe diem, é naturalmente uma assunção ao viver o momento, dar valor ao processo, compreender que a vivência por si só, só tem sentido e sentimento no momento, por ser verdadeira, autêntica e única. Contudo as outras duas partes da frase, adquirem e contribuem para um sentido muito mais robusto e enriquecedor. Não foi por acaso que coloquei "espera/confia", isto porque uns esperam e outros confiam no amanhã, uns porque acomodam-se e aguardam calmamente o desenlace do amanhã, outros porque confiam, confiam no que fizeram já hoje para que o amanhã fosse melhor, porque compreendem que tudo fizeram para que esse dia seguinte fosse o melhor possível e porque sabem, tem noção, de que mais nada podem ou podiam ter feito para que esse amanhã fosse mais brilhante e durad(ouro). Mas a verdadeira riqueza e genialidade está acima de tudo não no processo, não na construção deste, mas sim na obtenção de uma análise pura, clara, construtiva e objectiva do que se sucedeu até então. Uma significação mais congruente sobre o sujeito e sobre o seu encadeamento com o processo é sem dúvidas o santo graal para uma vida sustentada, compreensiva e compreendida, construtiva e produtiva. 

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