Interessante observar o ser humano nesta altura do ano, nomeadamente o seu pensamento e comportamento. Fica denotado como é influenciável, sem o querer, pela sociedade. Isto não significa que o seja no mau sentido, pelo contrário, o espírito de partilha, entrega, compaixão, alegria e ajuda tornam-se muito mais presentes e visíveis. Tal como por vezes o excesso de consumo, seja ele de produtos consumíveis pelo corpo ou não, o gasto de dinheiro é por vezes descontrolado e irreflectido. A falta de paciência e o stress torna-se por vezes demasiado elevado, tudo para que se possam cumprir os desejos de alguns. Contudo esse desejo em cumprir o desejo dos outros é muitas vezes momentâneo e simplesmente material. Pois após, ou mesmo durante o natal, tudo fica como estava antes se não pior. Tudo para que a aparência perante os próximos ou mesmo dos mais distantes seja reconhecida de uma forma tantas vezes ilusória. Por outro lado, felizmente positivo, é nestas alturas que as pessoas estão mais receptivas a cooperarem, em voluntariado, mais despertas para ajudarem o próximo, mesmo que tal seja desconhecido. Por isso cave basicamente ao ser humano a orientação a tomar, normalmente os extremos extremam-se ainda mais nesta altura. Outra momento interessante e que em nada foge ao anterior, é passagem de ano, onde os desejos e loucuras são mais que em demasia. Lembra um pouco as crianças que quando se aproxima o natal tornam-se anjos para que sejam considerados bons meninos e meninas ao olhar e avaliação do Pai Natal. Na cabeça da maioria dos adultos o princípio é o mesmo para o virar da página, prometem, muitas vezes iludem-se, que no próximo ano vão ser diferentes, tudo o que é mau vai ser posto de lado, tudo o que é bom vai ser ainda melhor. Curiosamente, e tal como as crianças logo após o natal, não fazem nada para alterar o seu pensamento ou comportamento, normalmente com tendência para agravarem ainda mais as suas características. Isto deve-se principalmente a um esquecimento rápido e total de tudo isso. Felizmente as crianças são mais espertas e por isso desenvolvem mecanismos para se controlarem e adulterarem o seu comportamento e instinto, já o adulto torna-se igual ao que era anteriormente não por falta de mecanismos, pois nem os cria, mas sim por acomodação. Por uma razão ou outra encontram sempre razões para o sucedido, e todas elas raramente são responsáveis pelo próprio. Talvez tanto no caso das crianças como dos adultos o problema esteja na mudança para as zero horas, uns recebem prendas e tudo o que queriam e por isso já está o trabalho feito, outros porque depois álcool e demais fazem esquecer as promessas que ficaram retidas no ano anterior. Autenticidade e constância são acima de tudo o que definem o carácter de uma pessoa, seja ela criança ou ligeiramente mais adulta.
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