A consciência do sujeito é, por vezes, muito direccionada. Tem tendência a uma focalização no próprio sem contudo evidenciar o que destabiliza ou o caracteriza de forma mais negativa. Tem tendência a ser alimentada pela sua forma de ser e estar no mundo e acima de tudo pela sua linguagem. A avaliação e julgamento do que o rodeia dependem acima de tudo da capacidade de mapeamento mental que este sujeito elabora e compreende na sua mente, contudo tal como a sua consciência sobre tal e sobre o que visiona, ou sente de alguma forma, através dos mais variados sentidos, é facilmente deturpada e muito própria. Tal como a mão do ser humano, que ao longo do tempo vai-se tornando cada vez mais eficiente até à sua meia-idade, contudo mais imperfeita e característica, a consciência da sua utilização tende para a inconsciência do sentido e direcção. Quando apontamos o dedo para algo mas especialmente para alguém, ou a alguém mais propriamente, devemos compreender várias coisas, apenas um dedo está a apontar, ou seja será que temos consciência para onde apontam os outros quatro? Será que ao apontarmos não estaremos acima de tudo a julgar-nos e a questionar também uma supervisão de alguém que está bem acima de todos? Como dizia e bem, alguém que me ensinou bastante pelo erro, mas que também teve alguns momentos de inspiração, quando apontas o dedo a alguém, estás a apontar um dedo para essa pessoa, um para deus e os outros três estão para ti, por isso pensa bem se realmente queres apontar o dedo a alguém. Acima de tudo devemos compreender que todos temos telhados de vidro, uns com mais envergadura, outros com mais transparência, etc, mas no fim, a todos é possível verificar as suas falhas mesmo que através de brechas mais ou menos bem reparadas. A crítica deve procurar ser acima de tudo sempre construtiva, para o sujeito que a ouve e porque não também para quem o menciona, aprender não ocupa lugar.
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