Amor, palavra forte e imensa, intensa e carismática. Amor é a razão pela qual todos vivemos, seja o amor por outra pessoa, seja pelo próprio numa visão muitas vezes essencialmente egocêntrica e doente. Amor tem o poder de mover o mundo, de transformar a visão e o sentimento por aquilo que nos rodeia. Ilude-nos, torna tudo fabuloso e maravilhoso, torna possível o que muitas vezes é impossível. Alimenta-nos, fascina-nos, transcende-nos, envolve-nos por dentro e por fora, irradia-nos e ilumina-nos, dá-nos força e coragem. Amor é tudo isto e muito mais, mas é tal como a escrita, impulsiva, alimentada por uma energia paranormal que nos faz mover montanhas. Contudo, se todo este poder de construção e exponenciação é nos dado pelo amor, é o desamor o provocador de todas as grandes obras e revoluções que se sucederam ao longo da história. Foi acima de tudo por desencontros, amores não correspondidos, ou quanto muito a luta por um amor comum, que fez do Homem e da Mulher o que são hoje. Estranho não? Afinal é no mal que está o poder criador das grandes obras de arte, das mais variadas formas, tamanhos e dimensões. Foi e tem sido até ao momento, a luta constante por obter correspondência que tem feito com que a cultura evolua, com que o conhecimento avance e só perante o erro, a falha, a rejeição, é que o ser humano tem encontrado forças para se transcender e ir mais longe, por vezes de forma fatal. Viva ao amor, mas viva sobretudo ao desamor. Vindo de um romântico pode parecer estranho, mas a dor do amor é, infelizmente para muitos, aquilo que os move. O ser humano adora viver a vida penosa de estar perante a felicidade e nunca a agarrar com profundidade. O real valor do sentimento tende sempre para a negatividade vá-se lá compreender o porquê.
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