sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Perda de tempo

Perder tempo é acima de tudo não o ganhar. Pode parecer uma lei de la Palice mas não deixa de ter todo o sentido. O tempo corre, ao sabor do vento, da chuva, do sol e de algumas intempéries, e contra isso pouco ou nada podemos fazer. O tempo quanto muito só pára por desordem mental ou por um grande poder de concentração. O que fazemos com ele é que torna tudo com maior ou menor significado, mais orientado ou desorientado, com substância ou sem ela. Muitas vezes dizemos que não temos tempo para nada, e isso em quase todos os casos é uma blasfémia. Simplesmente não atribuímos às experiências que temos e pensamos o verdadeiro valor. Sobrevalorizando por vezes o que não tem sentido e subjugando aquilo que deve ser o mais precioso na nossa vida. Ficamos magoados e sentidos, choramos e quebramos com experiências e por pessoas que no final da vida nem nos lembramos e por vezes temos algo tão próximo de nós, amigos, familiares, até aos mais simples seres e objectos, que são tão importantes, tão cheios de significado que pela proximidade deixamos de dar relevância. Devemos tentar, cada vez mais, apreciar e agarrar o que o tempo nos dá, ganhar tempo a cada dia, e tentar evitar perder tempo com as essências que são superfulas e passageiras. Tratar com prioridade o que nos é proporcionado com prioridade, dando e recebendo em troca algo de igual valor, e tendo consciência que as decisões que tomamos são fundamentais e de nossa responsabilidade, sejam elas de agarrar as oportunidades ou de as deixar fugir.

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