domingo, 27 de março de 2011

Viver no estrangeiro

Após uns meses de vida no estrangeiro e de ter realizado algumas viagens de períodos mais curtos a outros países fora de Portugal, dou agora mais valor a tudo o que se diz e faz, como emigrante.
Fora do país somos pessoas diferentes, com semelhante génese ao que éramos anteriormente, mas com diferente fenótipo. O meio que nos envolve torna-nos mais completos, mais preenchidos pelas suas vivências e conhecimentos, desperta-nos para momentos de congeminação que até ao momento não teríamos tido se nos mantivesse-mos no mesmo nicho. Estes momentos são quer para o que somos, quer para o que nos rodeia, torna-nos mais lúcidos e objectivos, mais organizados e clarividentes, prepara-nos mais para a selva dando-nos utensílios mais diversificados e enriquecidos. As dificuldades que surgem e os novos desafios, sejam eles materiais, humanos, etc, promovem revolução de sentimentos e pensamentos que nos levam a uma vontade de superação maior para que exista prazer no bem-estar do nosso ser nesse habitat. Torna-nos também mais conscientes do que tínhamos anteriormente, do que realmente desejamos no nosso país de origem, das suas virtudes e dos seus defeitos, extremando mais ambos os sentidos. Compreendemos melhor pois observamos da montra todo o produto e temos outros objectos de comparação. Viver no estrangeiro é acima de tudo um despertar da consciência para o que realmente somos, vivemos e queremos, por isso a todos sugiro, vivam no estrangeiro nem que seja para esse despertar, depois todo e qualquer tipo de decisão em permanecer fora ou não é convosco e têm todos o meu total apoio, independentemente da vossa decisão...

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