Ao longo dos anos, fui amadurecendo, compreendo que os nossos objectivos dependem essencialmente da nossa intenção em os obter. A mente humana, a capacidade geral do homem, possibilita que este consiga atingir praticamente tudo o que ambiciona ser ou atingir e mesmo os seus limites físicos podem ser ultrapassados graças à brilhante mente que possui e que lhe permite ir ao infinito e mais além. Mas como qualquer ser humano, os sonhos por vezes encaminham-nos para uma focalização demasiado egocêntrica e virtual. Podemos realmente atingir esses sonhos e sermos até semi-deuses mas será essa a verdadeira felicidade do ser enquanto ser completo e alegre? Temo que a resposta dependa do sentimento e carácter de cada um.
As prioridades vão-se alterando ao longo da nossa vida, essencialmente porque o conhecimento vai sendo melhorado e isso leva-nos para patamares de performance e estabilidade que nos garantem uma felicidade diferente da obtenção do sucesso por vitórias monumentais. As concretizações parcelares e mais abrangentes são mais satisfatórias, dão-nos mais gozo, não nos cansam tanto e permitem-nos viver sem grandes castrações.
O sucesso normalmente é atribuído aqueles que atingem as altas montanhas nas diferentes áreas, que milhões anseiam alcançar e por isso para esses estes são ídolos, mas talvez não estranhamente estes adorariam ser como esses, simples, normais, comuns, com uma vida fora da mediatização e do flash que encadeia todo e qualquer movimento por mais natural que este seja.
Por isso, após os vários anos, e também porque ainda muitos anos tenho, espero eu, pela frente, a mentalidade está cada vez mais para ser um esse e não um este. Os triunfos fora da ribalta têm outro saber, o sabor do produto natural, sem corantes...
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