"Amor" deve ser a palavra com mais multi-significados que deve existir, até mais do que "justiça" ou "liberdade", imagine-se.
Esta palavra tem um significado tão amplo como a quantidade de pessoas que a conhecem. Se existem palavras ou conceitos que são objectivos e claros quanto ao que representam, este conjunto de letras ultrapassa a sua constituição. Podemos observa-la de forma romântica, científica, meta-física, física, quem sabe não mesmo quântica. Amor pode ser tudo e não ser nada, pode ser uma ilusão ou desilusão, pode significar dor ou prazer, tristeza ou alegria, preenchimento ou vazio, sentimento pode ser algo tão volátil como um vulcão ou tão belo como um pôr do sol, e no entanto, só todo ele no seu ser completo é que se significa claramente. Pois ele só é ele nesse todo que o constitui, o absorve, o contempla, e o envolve.
Confundimos, não raras vezes, este sentimento com muitos outros que até têm alguns elementos químicos em comum, mas não são como ele, tal como a Coca-Cola, são todas parecidas, mas nenhuma é igual à original. Nada tem o mesmo efeito e só quem realmente aprecia a sua essência é que compreende a sua constituição e dá real valor ao que representa. Tal como a bebida, primeiro estranha-se, depois entranha-se e fica de tal forma encrostada em nós que faz parte do nosso ser. Assim, só dando valor ao nosso próprio amor, podemos amar e contemplar o que nos rodeia, tudo mesmo o que nos rodeia...
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