Em tempos de contenção e preocupação constante nas finanças e economias de uma sociedade, é sempre fundamental não perder a consciência e a racionalidade. Existe natural tendência para a concentração no estado próprio das contas e dos investimentos, retenção mental para que as acções vão de encontro ao que é lógico na procura de vivacidade e bem-estar bancárias. Contudo, é necessário compreender que se existir aniquilação na fluidez da corrente monetária entre sistemas, o complexo tende claramente para o rompimento de valores e sentidos, provocando o caos e o canabalismo. Partindo as relações de sustentabilidade feitas e fortelizadas ao longo de vários anos, torna-se muitas vezes complexo reorganizar e recriar o potencial de outra hora. Assim, mesmo perante o aperto do cinto, o ser humano deve compreender que não deve tirar o pão de cada dia a quem está na produção dos bens primários e essenciais, nem daqueles que de uma forma ou outra necessitam de quem mais o ajude. Não falo aqui daqueles que podem produzir e fazer sobreviver, mas sim aqueles que por um motivo ou outro não podem ser produtores. Mais ainda, lembrar o quanto é fundamental sustentar um crescimento diferenciado da situação actual aqueles que ainda são de tenra idade, pois se não existir investimento nestes, provavelmente o futuro será ainda mais castrado e castrador. Para além destes, que ainda são puros e fortalecidos em sonhos que nos encantam e nos enchem de alegria, estão também aqueles que com mais pêlo, penas, escamas ou qualquer tipo de revestimento, vieram a este mundo doméstico apoiados por medidas de uma maior animação e educação no lar. Estes não podem nem dever sofrer só porque outra hora foram cobiça desmedida ou capricho dos seus donos. Apesar de muitas vezes serem presentes de aniversário ou natalícios, não devem por isso ter um prazo de validade inferiores ao que datam de vitalidade. É preciso crescer, ser maduro, ter consciência e ser racional, e compreender que muitas vezes, mesmo nos custando um bocado a tirar ao bolso, estamos a alimentar a boca de mais algum, e que dá-mos uma mão mas recebemos dois corações, o de outrem cheio de agradecimento e o nosso cheio de felicidade pelo sorriso que provocamos. Custa sempre, mas custa sempre mais se não se pensar no outro lado. Todos agradecem e todos crescem.
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