domingo, 4 de novembro de 2012

Fogo de artifício

Todos os anos, existem alguns dias em que o povo sai à rua para ver o fogo de artifício, esteja calor ou frio, por vezes com alguma chuva ou nevoeiro, as pessoas reúnem-se para celebrar a passagem de ano, dia de santos ou outros momentos igualmente marcantes. São ocasiões fantásticas, cheias de movimento, de alegria, de reunião, ilusão e fantasia. Onde famílias se juntam, infelizmente muitas vezes são os casos onde se reúnem apenas nestes momentos, amigos tentam reforçar os seus laços de amizade e onde por vezes acontecem experiências e momentos loucos e inesquecíveis. A adrenalina está sempre presente, e as expectativas são sempre elevadas, mesmo em dias em que não nos sentimos particularmente predispostos para a aventura sempre tentamos sair e viver o momento. Isso acontece essencialmente porque existe magia nos momentos que antecedem o fogo e durante o período em que este é solto. Transforma-nos, ilumina a escuridão e enche-nos o coração, cada rebentamento faz palpitar o coração e abre-nos um sorriso. Quando acompanhado por música, principalmente, faz-nos caminhar e viajar por mundos perdidos de memórias escondidas no inconsciente e solta-nos com gargalhadas e com gritos corporais que nos excitam e excitam aqueles que nos rodeiam, provocando uma celebração em cadeia. Cada cor, cada forma que se cria nos céus, no fogo preso, na forma como tudo se encadeia harmoniosamente é maravilhoso e transcendente. Eleva-nos a outra esfera, bem acima daquela que observamos, sentimo-nos a flutuar e voar para campos que nunca imaginávamos. Provoca em nós o silêncio e o respeito, a comunhão e o bem estar. Faz-nos sentir mais humanos e com mais vontade de viver e renovar votos de uma vida mais feliz, objectiva e com sucesso. Assim, podemos dizer sumariamente que acima de tudo o fogo de artifício faz-nos sentir mais crianças, rebela em nós novamente todo o mundo do maravilhoso.

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