Por vezes não é fácil dissociar-nos do que nos afecta negativamente mesmo que não tenha grande importância. Na nossa mente, tudo que é aceite de bom grado é normalmente consumido com combustões rápidas e explosivas, enquanto que aquilo que não é assim tão bom, bem pelo contrário, tem mais tendência a queimar patamar a patamar da paciência tal como se fosse ácido, calmamente e sem nunca parar, vai-se alastrando às várias sub-camadas esponjosas. Não deveria ser assim mas as únicas razões pelo qual isso pode acontecer deve-se provavelmente a resiliências do passado do ser humano, onde só estava realmente feliz provocando a guerra entre os demais, ou pode também contudo ser influência dos tempos modernos, onde tudo o que é sucesso na televisão é a desgraça de alguém, quem sabe talvez das duas. Custa a acreditar, mas um dia mal passado tem normalmente mais preponderância do que dez bem passados. Talvez o mal está em dar demasiado valor ao que não tem, perder tempo, porque é mesmo perda de tempo a pensar no que não tem sentido. Fala-se assim em dar prioridade torrente ao que nos cativa e nos motiva, ao que nos faz crescer e evoluir, ser feliz. Para isso é extremamente necessário uma economia mental que faça prevalecer o que mais tem valor, eliminando, qual firewall, o que nos prejudica tudo isso. Não é um processo fácil nem crescente, pelo contrário, as suas oscilações são tal e qual como em qualquer processo na vida, constantes, mas há que procurar sempre o sentido positivo da curva. Aliás acredito até que a mentalização e rentabilização do processo passe bem mais por dar mais valor ao mais, passando e gastando, bem gasto, tempo e disponibilidade total para isso do que propriamente o desperdício de tempo, claramente uma luta inglória, contra o que é menos, é tal como o sinal, menos em tudo. O mais tal como o sinal, corta claramente com a sua origem, o menos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário