Depois de um período de descanso merecido, julgo, e de aprendizagem profunda e concreta, volto novamente a escrever. Por vezes, abrandar ou parar também faz evoluir e avançar, contrariando a vertigem das velocidades mais aceleradas. Quando se desacelera temos tendência a solidificar mais, a dar um passo atrás, não recuando, para uma compreensão mais ostensiva de todo o macro e por que não, micro-plano. Depende acima de tudo das lentes que vamos utilizando para focar e também da destreza e consciência mental. Mudando e saltando planos e dimensões apercebe-mo-nos melhor do que temos localmente, interiormente, incrustada e circunscrita são os sentidos que mais se expõem e impõem no nosso ser. Assim olhando paisagens e monumentos, nunca antes vistos nestes panoramas percebemos facilmente como é acessível ao cérebro executar manobras deturpantes e depurantes. Vendo e dando significados ao que afinal não tem de forma clara nem concreta. Vemos cidades e locais idolatrados como sítios olímpicos e percebemos o quanto estão falseados e mascarados graças a uma publicidade que roça claramente o conto do vigário. No entanto, nem tudo é mau, pelo contrário, damos conta do quanto tem sentido o minimalesco, o puro e comum, tantas vezes tão básico que nem nos apercebemos da sua existência e importância, qual oxigénio. Desta forma, a concretização de planos futuros alteram-se, ficamos mais focados e entendidos no que queremos para os que nos rodeiam e para também aqueles que repudiamos mentalmente para uma maior felicidade concretizadora. Estamos sempre a aprender e o quanto é bom por vezes olhar para o catálogo-calendário e perceber que por muitas imagens que lá tínhamos o que realmente interessa são os dias, semanas, e porque não, as fases da lua, para tudo o resto, temos quadros e esboços que ficam tão bem, bem melhor, em cada parede da mente.
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