O acto de negociar é das actividades mais difíceis e complexas que existem, principalmente a nível profissional. Exige uma compreensão sobre os seus momentos que ultrapassa claramente o facto de simplesmente ter um bom argumento, uma boa mão, poder financeiro ou físico. Para negociar é preciso perceber que exige um trabalho a priori, de estudo, planeamento, definição de uma estratégia fundamentada e forte na sua base, é preciso precaver imprevistos e delinear possíveis soluções para os trilhos mais acidentados para que nunca nos percamos do nosso sentido e da nossa meta. Assim, trabalhando todos os dias, damos força e substância ao que somos, ao que representamos, no quanto o que nos envolve fica dependente de nós e o quanto podemos potenciar e valorizar o que nos circunscrita. Quando se parte para uma negociação é preciso estar calmo, consciente, controlado e tranquilo, é preciso perceber qual o nosso oponente, as suas forças e fraquezas e qual o plano em que vai decorrer a negociação. O estado anímico, o momento profissional e financeiro, os hábitos e culturas, a história de ambas as partes e os costumes de outros na mesma situação. É fundamental saber as cartas, argumentos, que temos, quando os jogar, ser paciente e prever e compreender as jogadas de ambas as partes, dar tempo, criar dúvida, incerteza, mesmo receio. Se por vezes a força bruta tem efeito, muitas vezes, e perante os mais iluminados, é preciso dar a ideia de que são mais fortes, que controlam e são superiores a todos os níveis, para que baixem as defesas, ou simplesmente para que quando usarmos os nossos trunfos estes sejam realmente efectivos e demolidores, conquistadores e definitivos. É necessária muita confiança em nós, no que somos, no que possuímos e oferecemos ou podemos oferecer. Não uma confiança desmedida, idolatrada ou cega, mas humilde e compreensiva da sua extensão e possíveis falhas. Partir para uma negociação é compreender que é necessário uma mudança, uma revolução ou alteração de momentos e situações, é perceber que será necessário bastante energia e motivação para que perante o desgaste e stress, a perseverança e a atitude se mantenham firmes e sólidas. Só percebendo que em todas as negociações também é necessário perder, ceder ou partilhar algo é que se pode atender ao sucesso, pois em todas as batalhas sempre se perde algo, quanto mais não seja tempo. Por isso, se possível, avançar sempre, crescendo sustentadamente, sem nunca ter que partir ou quebrar para se dar o passo seguinte, mas se tal for necessário, então a preparação e prontidão estão mais que garantidas.
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