Os tempos actuais, as gerações contemporâneas, as velocidades das comunicações nos dias de hoje, têm permitido que a informação se propague imenso e amplamente. Rapidamente chega o conteúdo de qualquer mensagem a todo o mundo, muitas vezes tão rápido que é mais fugaz que a compreensão humana tem capacidade para medir e entender. Provida de todo o interesse que se possa ter, o seu efeito nunca é claramente mensurável, e depois de imitida é realmente impossível bloquear todo e qualquer ponto de chegada, é como um comboio de alta velocidade sem travões e com tantos carris quanto se pode imaginar. O grande problema, ou maior problema, porque há vários como sempre associados à vertigem das velocidades, será o facto de o atrito que encontra fazer com que se deturpe o verdadeiro significado do que se proferiu. As palavras ganham significados parecidos mas que não são iguais, os contextos alteram-se e os entendimentos divergem tal e qual o número de receptores. Assim a permuta de informações e conversas transatlânticas foram alterando os sujeitos, transformando as suas concepções e nomeadamente os seus valores. Hoje ser directo e frontal ganhou ares de arrogância, sinceridade e humildade soam a falso, ser orgulhoso é confundido com egocentrismo, amor é uma banalidade, amizade é votada e publicada em vez de vivida, educação é um preciosismo, uma mão é encarada com desconfiança. Por sua vez, falta de valores são encarados agora como vantagens, pontos virtuosos, de intriga e independência. Desta forma, muitos são aqueles seres rastejantes e canabalistas que hoje triunfam como seres idolatrados e que pisam todos em sua volta, mesmo aqueles que os sustentam bem lá em cima. A falta de vergonha e educação passaram a ser vistas como uma forma de estar do ser que é publicitada e evidenciada mais do que um prémio nóbel ou da paz, o mal e tudo o que envolve tem ganho claro ascendente em todos os tempos media, castigando a mente e levando esta a julgar que esse é o caminho certo, e acreditando na formação das novas crianças, as estruturas que lhes estamos a dar são falsas e frágeis. Estarão mais preparadas é certo para a falsidade do mundo, isso é certo, mas infelizmente serão elas também essa falsidade construída de forma tão natural.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Cidades-fantasma
Embora o meu conhecimento seja muito reduzido em muitas áreas do conhecimento, creio que nem por isso devo deixar de escrever sobre elas. Quem sabe se no meio de tanta asneira não existirá sempre um pouco de verdade ou algo que catalize outras mentes a descobrir algo mais produtivo. O cérebro e o comportamento humano têm sido uma paixão de longa data que me levam agora a compreender melhor os seres humanos, nem que por isso ainda não fique estupefacto com alguns comportamentos e atitudes, mas também nem sempre é fácil perceber o quanto o ser humano pode deixar de o ser. Assim, tenho deparado com fases em que cérebro constrói momentos absolutamente puramente criativos em momentos passivos do processamento cerebral, parece que estamos num estado de chill-out puro, a descontrair completamente e de um momento salta uma ideia do meio dos neurónios que é absolutamente brilhante para o que pretendíamos. Chamo a esses espaços de criação cidades-fantasma, pois não parecem povoar o nosso cérebro enquanto ele está consciente e em processamento, mas que de um momento para o outro iluminam mais do que qualquer outra estrela no nosso sistema. Não são momentos únicos e curtos, embora também o possam ser, mas são fases de pura hipertensão da capacidade criativa e inteligente do ser. Momentos de génio, como muitas vezes proferem, onde surgem aquelas frases, palavras, mecanismos e processos que mudam claramente o rumo pensativo e activo do sujeito. Irradia-nos de satisfação e de adrenalina e promovem mais e mais a construção da babilónia interina potencializadora da criatividade. Cidades-fantasma porque não se ligam a mais nenhuma, porque parecem completamente escondidas no meio de todo o terreno cerebral, mas que estão cheias de artefactos que nos enriquecem a nossa mente e vida. São fases de consciência mental que se forem bem treinadas poderão levar os seres humanos a saltar claramente para uma nova forma de ser, bem mais produtiva, bem mais global, e bem menos castradora.
Lições de vida
Desde crianças que somos bombardeados, praticamente todos os dias, por lições de vida. Conselhos que nos ajudarão a ser melhores e a evitar os erros, dizem. Surjem de todo o lado e de todas as formas, seja através de familiares, amigos, conhecidos, na internet, na televisão e rádio, etc. Todos com uma mensagem sempre positiva para que não se caia em tentação de provocar o erro e sofrermos. A questão está em que por vezes estes conselhos, lições, ditados populares, contradizem-se, apresentam morais com sentido e sentimento oposto, conforme convêm, significa, mais ao sujeito que os pronuncia ou cria. Não quer dizer com isso que estejam errados, pelo contrário, é assertivo perante o panorama desse sujeito. Aconselhar, também não podemos dizer que esteja propriamente errado, denota uma preocupação e um sentimento de cuidado da parte de outrem. Contudo, se os dizeres podem ser contradizentes, até que ponto deverão ser proferidos, até que ponto não estarão a fazer mal à pessoa que tanto querem cuidar, almofadando todas as suas paredes ambientais. Para além disso, apesar de existirem milhares se não mesmo milhões de dizeres, serão que eles cobrem todos os riscos, até que ponto as palavras do dicionário compreendem tudo o que ocorre na vida do ser. Sinceramente acredito que muitas vezes estaremos a fazer pior ao mencionar tais frases dogmáticas, como leis da vida, do género fazes isto e serás feliz. Acredito que o caminho passará bem mais pela construção e pela descoberta do ser enquanto ser e enquanto ser no seu estar, no ambiente que o circunda e que deve ser ele a ampliá-lo, devemos promover a descoberta e o erro, o perigo e a criatividade, o risco de dar o passo demasiado largo mas também o de dar o passo mais curto, em vez de procurar comandar e alienar o pensamento criativo e prepotente de cada indivíduo e de todos como grupo. Não somos conhecedores de todo o universo nem de todos os significados, por isso porque raio havemos de querer iluminar apenas algumas estrelas no céu de cada um. Sermos redutores é tornarmos o pequeno ainda mais reduzido, o oposto é promover gigantes em terras de sabedoria.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Amor vs Paixão
A cada dia que passa sinto que a batalha entre amor e paixão tende a ser vencida pela segunda e não pela primeira. Paixão, sensação extremamente intensa, explosiva, rápida cativa em nós a vontade de cortar com todos os limites físicos e sociais. Deixa-nos em fogo, acende-nos por dentro e por fora como petróleo a queimar alta e vivamente. Ultrapassa o último céu como uma chama intensa num ponto único. Amor vive calmamente dentro de nós, aconchegando constantemente o corpo com uma temperatura saudável, levando-nos a aliar-nos a quem nos faz sentir assim. Constrói alicerces para que possamos transmitir esse sentimento a quem nos rodeia e a quem de nós possa ser criado. Vive por dentro e por fora, alimentando o ser não apenas num ponto único e fogoso, mas por toda a sua corporeidade. Realiza mais do que inconsciente e corporal. Trespassa para campos meta-físicos como a alma e o ser como ser. Julgo que a escolha na decisão dos caminhos é acima de tudo feita pela maturação do sujeito e pela sua compreensão ambiental de cada trilho. Ambos não são estritos e opostos, pelo contrário, algumas vezes tocam-se e encantam com perfume semelhante, mas sem dúvida que trazem resultados diametralmente opostos. São torrentes que estranhamente após serem vividas podem levar a que sejam alteradas para o seu oposto, mas só num sentido, paixão no caminho do amor, já não se sucedendo o oposto, pois o amor concebe também momentos de paixão mas sem deixar de ser a sua génese. Infelizmente, ou felizmente, depende constantemente do interesse e atenção do sujeito, a paixão está cada vez mais publicitada e acessível, caindo até em mares de banalidade. Aparece tão rápido como se esgota e se descarta com o aparecimento de uma outra sensação semelhante, gastando-se os créditos e resistências mentais e sentimentais. Usa-se significados de amor para se obter prazer sem sequer lhe atribuir significações, menções semelhantes. O prazer não está no local de chegada, tantas vezes o mesmo, sem conteúdo nem importância da melodia ou sinfonia entre os corpos, mas está no caminho, no processo de ser mais forte e coerente, no doce sabor da descoberta guiada.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Quando a perfeição já não é suficiente...
Existem várias situações ao longo da vida de uma pessoa, onde sentimos que apesar de tudo nos correr muito bem, lindamente, em vários planos, ficamos com o sentimento de falta de algo mais. A vida parece perfeita, os grandes objectivos foram atingidos ou estão no percurso para tal, sentimo-nos felizes e alegres mas falta uma essência, algo que não conseguimos bem referenciar ou explicar para que seja a concretização total do ser no seu estar. A perfeição parece habitar em nosso redor, dentro de nós e em tudo o que fazemos e pensamos, mas procuramos algo mais, sem saber bem o quê e onde procurar. Pensamos então que talvez exista algo mais, algo mais para além da perfeição e do infinito, não fôssemos nós seres em constante busca, nunca satisfeitos. O que acontece muitas vezes para que isto aconteça, é um momento a que chamo exterioridade do ser, estamos tão bem dentro de nós, tão grandes, que nos esquecemos do quanto somos básicos, simples e pequenos. Estamos a sobrevoar o céu que nunca foi nosso e não compreendemos claramente o quanto o essencial é que é realmente importante para nós. Aquilo que sonhávamos e que ambicionamos durante tanto tempo, tomamos como adquirido não pensando no quão penoso seria perder tudo novamente. Tentamos ser gigantes, mutantes, super-humanos, indo para campos meta-físicos que o nosso corpo e mente não estão preparados para compreender e conviver. Assim, o que acontece normalmente é cairmos a uma velocidade vertiginosa no poço da inferioridade sentimental e mental. Como sempre, só com a experiência e destreza da sabedoria nos apercebemos que o que passamos era realmente a perfeição. Esta está em incorporar os sentimentos que nos abrangem e nos atingem todos os dias por aquilo que nos é profundamente familiar, comum, aquilo que porque afinal lutámos todos os dias para que nunca se altere. A nossa concha, o nosso aconchego que nos dá sossego e paz e que nos identifica com bases sólidas e que nos faz polinizar felicidade através do nosso sorriso para todo o mundo. A doce melodia do brilhar da simplicidade e do ser basilar.
Ontem já é tarde
Porque muitas vezes sinto que estou num combate estéril, por vezes pergunto-me se afinal ainda vale a pena lutar pelas pessoas, pelos e pelas colegas, tentando ajudar todos a encontrar um processo mais feliz, para a obtenção de um produto mais realista e realizado. Acredito mesmo muitas vezes, que as pessoas que pedem ajuda não querem ajuda, apenas um ámen com o que proferem. Não raras vezes, por muito que tentemos abrir os olhos, ou mostrar as situações com mais clareza, as pessoas preferem acreditar na mentira, naquilo que elas sabem que as magoa mas que preferem iludir-se pois o sentimento da verdade as faz ficar desesperadas. Muitas vezes o segredo é ouvir, vale prata dizem, mas a verdadeira essência do ouro parece-me cair cada vez mais para o estar calado, a platina caí claramente para o não ligar nenhum pois normalmente é um desperdício de tempo e paciência, para além da clara alusão à energia. Naturalmente fica-se triste que as pessoas sejam assim, felizmente sempre existe os amigos e todos os familiares, os primeiros incluídos nestes claro, para que compreendamos que o mundo humano afinal ainda não está totalmente perdido. A desorientação sentimental perante este facto é grande e por vezes fica-se desapontado com a quantidade de anos desperdiçados a tentar ser Nobel da paz e da amizade, mas temos de compreender que mesmo esses tempos foram positivos, de aprendizagem, quanto mais não seja para nos deixar um pouco mais alegres. Incrível como a falsidade do sujeito de lá é sempre tão ilusória aos nossos olhos, é preciso muitas vezes dar dois passos atrás para não ficarmos contaminados. Por vezes, dá-me vontade de desistir do mundo social, tornar-me algo que não sou, impulsos comandados por intenções que não são correctas e que vou tentando combater para que seja melhor, mais pessoa, mais Homem. Ontem já é tarde, mas não é tarde demais, o fundamental é compreender-mos o mundo, aceitá-lo como ele é mesmo que por isso não queira dizer que se o incorpore, incorporemos sim as crianças, os animais, as paisagens, os amigos e familiares, e todos os seres que tem o potencial de nos fascinar e acreditar que ainda é belo este mundo, tudo o resto mais vale pôr para o lixo, não reciclado por favor.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Música
Música é a torrente vibracional que comanda o corpo, sem nunca o controlar mas sim, libertando e expondo as suas extremidades. Não ficamos indiferentes, ela é mais de que uma essência, mais que um veneno, apodera-se de nós e leva-nos para sítios mágicos, nós absorvidos por ela e nela, caminhamos conjuntamente nessa viagem para lá do limite do consciente. Solta-nos, prende-nos, faz-nos sentir tristes e felizes, abre-nos para fora mantendo contudo todo o sentimento lá dentro. Explodimos e gritamos, exibimos o nosso corpo em formas curvas e estranhas, saltamos e giramos criando movimentos que só a ética e a compreensão do belo entendem. É contagiante e provoca a união dos povos, dos seres, alerta para as desigualdades, cria deuses que se imortalizam para sempre nos nossos ouvidos. Aumentam o nosso vocabulário e o nosso conhecimento, faz-nos conhecer mais pessoas e acompanha-nos para todo o lado. Sem nos contestar, acarinha-nos e ouve-nos, está presente em todos os nossos momentos, mesmo quando apenas nos assiste o silêncio e a solidão. Cria revolta e esperança em nós e propaga-se até à ponta dos cabelos, deixa-nos letárgicos e muitas vezes eléctricos, dependendo do nosso estado interior, catalisando muitas vezes o que nos corre na alma. Cada batida, cada letra, são sintonias no nosso cérebro, melodias no nosso coração que nos fazem acalmar como o mar ou flutuar bem alto como o vento. Sinfonia que nos alegra o dia e cuida na noite, que nos faz sonhar e acreditar que somos gigantes, imensos, transcendentes e para-normais. Tem a tendência de ser única e própria, tocando da mesma forma, atinge cada um de forma diferente, significando e dando significâncias, estares, múltiplos a cada um. Certo que alguns fazem da música a sua vida, mas ela não é restrita, não é privada, a música vive e está dentro de todos nós. Todos nós temos a nossa aparelhagem e todos nós uma batida. Compreendê-la e acompanhá-la é o segredo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Representas o mundo para mim
Fintas-me, passas o olhar e transformas-me, deixas-me diferente, diferente de mim, melhor. Tens em ti todo a essência do fascínio dos meus olhos, o meu corpo sente-te, toca-te, cheira-te, em ti sinto-me abraçado e acarinhado, pronto para saltar, para me soltar, para viajar e ser feliz. És tudo o que sempre procurei e nunca pensei que realmente existisse, escondes-te e deixas-me ainda mais ansioso de te agarrar e de te prender, colar junto a mim, de nunca mais te largar e te manter refém para que possa sobreviver. Quando a noite cai sobre ti, só tu brilhas e tudo o que está no céu apenas reflecte as tuas linhas, as tuas marcas, o teu eu mais profundo e poderoso. Imagino que não existem barreiras, nada que nos limite, só a pura religião que nos conjuga e nos potencializa. Pareço louco e miúdo a olhar para ti, mas encantas-me sem nunca me cantares ou mexeres, imagino o que pensas ou sentes e só me consigo sentir cheio de felicidade por te ter encontrado no meio de tanta gente, de tanto lixo que flutua pela rua e vai ficando por cada canto, só e friorento. Cores que explodem e se exibem no meu céu, na mente que mais ninguém consegue ler ou compreender a não seres tu. Estás ao meu lado, vives comigo, sofres a nossa felicidade em comunhão com o que noutro momento juramos que nunca nos separará. Estás à minha porta, sempre ansiosa de entrar na minha casa, sem nunca pensares que poderás nunca voltar, para sempre unidos, tu e eu temos tudo em comum e o quanto a vida seria tão estúpida e sem sentido sem ti dentro de nós, um nós um só. No comboio que nos guia pela vida, sem trilhas definidas, somos dois seres perdidos na cidade dos sentidos e sentimentos que correm pelo rio e pelo vento. Perfume que nos acompanha pela noite, sombras que sucumbem pela luz que nos dá força e nos protege. Trabalhando arduamente para que sejas sempre a sintonia que rola dentro das minhas veias e que me enche o coração. Vim aqui para triunfar, para nunca parar de acreditar que és tudo para mim, representas o mundo para mim, és a minha vida, és a vida.
Ponto final
Decidi deixar de ver futebol português, é uma perda de tempo imensa, principalmente quando há futebol inglês durante a tarde. Quando se visiona os jogos de um campeonato e de outro, parecem desportos diferentes. Talvez, porque não com certeza, representem também o estados dos países. Enquanto no futebol inglês joga-se todos os minutos, para não dizer todos os segundos, intensamente, como se fossem os últimos entre todas as equipas, estádios cheios, público activo e profissionalismo constante de todos os intervenientes, no português assiste-se a uma fase inicial de "estudo" entre as duas equipas, quando o que parece é que realmente estão ainda a ser activados os mecanismos mecano-sensoriais de todos os sujeitos dentro e fora do relvado, muitas pausas, muitas faltas, muitas perdas de tempo para ganhar folgo do pouco ou nada que correram. Grande parte dos jogadores corre naquele jeito tão tradicional de corrida exibicional, ou seja, não correm e não enganam mais ninguém a não serem eles mesmos. Não existe comunicação estrutural entre a equipa, qual simbiose, apenas momentos individuais, ou quanto muito jogadores que por serem da mesma nacionalidade até gostam de se ajudar minimamente. Os dirigentes e treinadores ficam a olhar, pensando no que os outros vão dizer e no que se vai passando nos bastidores pois para eles o espectáculo passa-se aí. Os adeptos, muitas vezes néscios e autóctones mentais, ficam contentes que a equipa ganhe como se fosse uma vitória própria na vida sem muito interessar como se conseguiu tal efeito, vão para o estádio fumar, beber uns copos e mandar umas bocas às miúdas do lado e descarregar frustrações nos árbitros. Árbitros estes que parece que nunca jogaram futebol e se deixam enganar por lances que até os miúdos de cinco anos simulam na brincadeira. Não há brilho, profissionalismo em nada, é um deixar andar tão letárgico e ovelhado que deixa uma pessoa furiosa e com uma vontade imensa de desligar a televisão. Depois vêm as competições europeias e aí sim, já se esfolam todos, pensando que assim é que se vão mostrar à Europa, sempre tudo muito num plano individual e exclusivo, não percebendo que não têm capacidade para renderem os noventa minutos de um jogo de alto nível europeu, porque estão habituados a jogar cinco a dez minutos a esse nível no campeonato interno. Depois quando se vêem em desvantagem nos campeonatos internos é que surge o momento mais piedoso, transformam-se, nada de mutações, e então lutam finalmente pela bola a cada segundo, como se fossem morrer, sempre com ânsia e inconsciência, pois organização e sentido global nunca foi o forte deles, como alguém diz e bem, nunca os assistiu. Um ponto final só para os locutores da televisão que parecem sempre dois amigos no café a discutir futebol, ou melhor, quase tudo menos futebol e olham para o campo como quase qualquer um nesse mesmo café, até quando vai durar a falta de profissionalismo neste campo também e deixarem de chamar pseudo-especialistas que falam de termos e conjunturas que nem compreendem o seu significado?
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