Por vezes não é fácil dissociar-nos do que nos afecta negativamente mesmo que não tenha grande importância. Na nossa mente, tudo que é aceite de bom grado é normalmente consumido com combustões rápidas e explosivas, enquanto que aquilo que não é assim tão bom, bem pelo contrário, tem mais tendência a queimar patamar a patamar da paciência tal como se fosse ácido, calmamente e sem nunca parar, vai-se alastrando às várias sub-camadas esponjosas. Não deveria ser assim mas as únicas razões pelo qual isso pode acontecer deve-se provavelmente a resiliências do passado do ser humano, onde só estava realmente feliz provocando a guerra entre os demais, ou pode também contudo ser influência dos tempos modernos, onde tudo o que é sucesso na televisão é a desgraça de alguém, quem sabe talvez das duas. Custa a acreditar, mas um dia mal passado tem normalmente mais preponderância do que dez bem passados. Talvez o mal está em dar demasiado valor ao que não tem, perder tempo, porque é mesmo perda de tempo a pensar no que não tem sentido. Fala-se assim em dar prioridade torrente ao que nos cativa e nos motiva, ao que nos faz crescer e evoluir, ser feliz. Para isso é extremamente necessário uma economia mental que faça prevalecer o que mais tem valor, eliminando, qual firewall, o que nos prejudica tudo isso. Não é um processo fácil nem crescente, pelo contrário, as suas oscilações são tal e qual como em qualquer processo na vida, constantes, mas há que procurar sempre o sentido positivo da curva. Aliás acredito até que a mentalização e rentabilização do processo passe bem mais por dar mais valor ao mais, passando e gastando, bem gasto, tempo e disponibilidade total para isso do que propriamente o desperdício de tempo, claramente uma luta inglória, contra o que é menos, é tal como o sinal, menos em tudo. O mais tal como o sinal, corta claramente com a sua origem, o menos.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Posição homeostática
O ser humano, ser naturalmente em desequilíbrio constante procura a sua homeostasia constantemente. Não compreendendo o quanto foge ao seu fluxo natural, quer erguer-se e mostrar-se algo que não é, exibir-se, qual pavão. Mostra e expõem cada vez mais a sua vida e a sua força, mostrando o que possui e mesmo não possuindo apresenta como seu. Não apresenta falhas e colmata-as normalmente ofuscando os observadores com feixes de luz que são reflectidos através dos seus brilhantes semi-preciosos, preciosos para ele, não-preciosos para mais ninguém. Quer mostrar as suas conquistas, não raras vezes esfregando na cara dos outros aquilo que atingiu, não fosse também este muitas vezes apresentando com uma legenda com algo do género "olhem para mim que tenho tanto e sou tão feliz". Grande parte das pessoas vai no mesmo caminho, na mesma maré, acariciando e idolatrando o ego dos exibicionistas, pois muitas vezes querem ser iguais se não melhores. O que preocupa ao ortopedista, é que as varas que sustentam o ego destes seres, não é de betão, titânio ou quanto muito bambo, passam sim bem mais por barro ou lama coladas contra os finos paus que servem de alicerces. Cada um vive a vida como quer e logo que seja feliz que assim o seja, mas não critiquem outros quando fazem o mesmo, e compreendam que a rectitude e frontalidade de cada ser passa essencialmente pela compreensão das suas formas, das suas curvas, das suas imperfeições e que acima de tudo esse é um caminho de descoberta pessoal e assim interior. A exterioridade do sucesso roça acima de tudo a falta de amor-próprio e pouca auto-estima. A frustração é sem dúvida alguma uma das cegueiras mais esgueiras que compreende o ser humano.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Catálogo-Calendário
Depois de um período de descanso merecido, julgo, e de aprendizagem profunda e concreta, volto novamente a escrever. Por vezes, abrandar ou parar também faz evoluir e avançar, contrariando a vertigem das velocidades mais aceleradas. Quando se desacelera temos tendência a solidificar mais, a dar um passo atrás, não recuando, para uma compreensão mais ostensiva de todo o macro e por que não, micro-plano. Depende acima de tudo das lentes que vamos utilizando para focar e também da destreza e consciência mental. Mudando e saltando planos e dimensões apercebe-mo-nos melhor do que temos localmente, interiormente, incrustada e circunscrita são os sentidos que mais se expõem e impõem no nosso ser. Assim olhando paisagens e monumentos, nunca antes vistos nestes panoramas percebemos facilmente como é acessível ao cérebro executar manobras deturpantes e depurantes. Vendo e dando significados ao que afinal não tem de forma clara nem concreta. Vemos cidades e locais idolatrados como sítios olímpicos e percebemos o quanto estão falseados e mascarados graças a uma publicidade que roça claramente o conto do vigário. No entanto, nem tudo é mau, pelo contrário, damos conta do quanto tem sentido o minimalesco, o puro e comum, tantas vezes tão básico que nem nos apercebemos da sua existência e importância, qual oxigénio. Desta forma, a concretização de planos futuros alteram-se, ficamos mais focados e entendidos no que queremos para os que nos rodeiam e para também aqueles que repudiamos mentalmente para uma maior felicidade concretizadora. Estamos sempre a aprender e o quanto é bom por vezes olhar para o catálogo-calendário e perceber que por muitas imagens que lá tínhamos o que realmente interessa são os dias, semanas, e porque não, as fases da lua, para tudo o resto, temos quadros e esboços que ficam tão bem, bem melhor, em cada parede da mente.
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