sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dar poder ao povo

Apesar de muito revolucionário e contraditório que possa parecer, dar poder ao povo pode ser o que de pior uma nação pode fazer. Isto porque muitas vezes o povo não está preparado para tal situação, para tal responsabilidade. Vejamos pelo simples exemplo do lar, as pessoas em grande parte não conseguem governar o seu lar, vivem e convivem de uma forma básica, normalmente muito apoiado no sistema de vamos ver televisão a toda a hora e falar o menos possível do dia-a-dia de cada um pois o que interessa é a vida dos outros que estão a dar na caixinha mágica. Não conseguem educar os filhos e por isso esperam que na escola façam tudo por eles, exigindo aos professores que façam o seu papel e o de educandos, talvez porque não uma descarga da própria frustração em não o serem. No trabalho o que mais amam é a sexta-feira e detestam a segunda, a sua produção passa essencialmente em queimar o colega do lado e fazer cara bonita para o chefe enquanto dizem mal do colega, e depois perante o colega o criminoso inverte-se. Perante as acções sociais organizadas pelo seu representante sindical ficam em casa a ver tv ou vão até ao shopping cultivarem-se pelas montras. Investimento pessoal e social é praticamente inexistente mesmo que este muitas vezes seja facilmente obtido de forma gratuita e acessível. Assim poderemos pensar, para quê dar valor e poder a quem não dá a si com razão nem aos outros por mérito? Se não se conseguem opor a um regime de cretinos governantes para quê irem para o seu poleiro? Por certo só iriam papaguiar o que os outros que lá estão também vão fazendo. Assim já foram muitos encarneirados em regimes fascistas anteriores e cada vez mais actualmente agora em chamados regimes sociais ou democratas, a falésia torna-se cada vez mais uma certeza para cada um, levando consigo toda a terra e riqueza de uma nação.

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