terça-feira, 5 de junho de 2012

Carta de amor

Os dias passam e eu sinto a tua falta, do teu cheiro, do teu sorriso, do teu feitiço, da maneira como danças na sombra dos gigantes. Não sei como és, quais as tuas formas ou feições, vejo-te de forma transparente, única, interior. Não percebo de que cor são as tuas vestes, os teus adereços, apenas reparo que os teus pés deslizam sobre a água como o vento percorre os vales. Desejo ver o teu corpo colado no meu, a forma como a tua face beija a minha, como os teus lábios fantasiam e iludem os meus, como eles correm atrás deles como de água vital se tratassem, como os nossos corpos se colam e sinto as tuas mãos percorrendo o meu peito, os meus braços, como se iluminassem em mim todos os canais e fizessem borbulhar cada glóbulo que tenho. A velocidade que me preenches a mente de sonhos e desejo, a forma como cativas o meu corpo e o fazes abraçar o teu, é mais do que alguma vez poderia imaginar, nunca acreditei que seria possível ao ser comum tocar o céu como se fossemos deuses. Quero-te para a toda a vida e farei de tudo para sempre te merecer. Luto com todas as forças que tenho para te merecer. Acaricio-te profundamente, aconchego-te intensamente, beijo-te lentamente  todas as noites para que nunca sintas frio ou medo, para que não queiras voar e te perder no deserto e na solidão. O sol nasce quando abres os olhos e irradias o mundo, a esperança que nasce no teu sorriso acalma o mundo, libertas as almas quando te estendes e o ritmo do mundo inicia-se com o teu andar e o meu coração continua batendo enquanto sinto o teu palpitar junto a mim. És tudo para mim, serei eternamente teu, e como simples mortal, só posso ambicionar que continues a descer dos céus todos os dias e noites, do teu paraíso onde a beleza tem significado pela forma como deslumbras o ser. Obrigado por me fazeres dar valor à vida, por seres a minha vida...

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