domingo, 10 de abril de 2011

Mad World

O mundo actual, mais propriamente o mundo humano que habita neste, começa a preocupar-me pelo caminho que toma. O seu sentido e direcção, se é que o tem, deixa-me pensativo e receoso.
Perante a anormalidade de pensamento e forma de estar dos adultos já não há muito a dizer. A futilidade e falsidade abonam a personalidade das pessoas, como se disso necessitassem desesperadamente para viver. Quando se chega ao ponto de não se poder dizer livremente o que vai na mente porque a mentira é melhor audível ao receptor da informação ou quando o quotidiano destes seres passa essencialmente pelo facebook, então algo de muito errado aconteceu no sentido do desenvolvimento do ser e da sua genialidade. O problema é que já não chegava a irrealidade e a ilusão destes seres na procura de serem acarinhados pelo número de amigos ou comentários que possam ter, o mal começa também a contaminar os mais novos, de forma directa ou indirecta.
O mundo das crianças neste momento resume-se a quatro paredes, às do quarto e às da sala de aula, que sendo maiores até nem são propriamente mais libertadoras, inspiradoras ou fascinantes. Em ambos os micro-espaços da forma(ta)ção das crianças, estas vivem ambientes de tal forma condicionados e condicionantes que tudo se resume ao encarreiramento do pensamento comum, barrado, desinteressante e pouco dado à expressão de pensamento seja ela de forma recriativa ou recreativa ou mesmo, se ainda é possível neste mundo tão castrador, criativa. O tempo de brincadeira, de imaginação, de fantasia, de ilusão de crianças e também dos adultos não existe neste momento. Queríamos tanto a liberdade de poder atingir tudo que ambicionávamos que o que conseguimos não passa mais do que nos prendermos ainda mais a modas e conceitos que reluzem mas que de ouro nada têm. Será que somos assim tão asnos para não compreendermos que nos estamos a massacrar intelectual e sentimentalmente?

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