segunda-feira, 20 de junho de 2011

Jornalismo ou Narração, Política ou Festa do Tomate

Após vários dias a tele-visionar o que se ia passando em Portugal, fiquei com uma certeza. No nosso país já não se faz nem jornalismo nem política. Parecem duas certezas, mas não, é mesmo só uma. Ambos os micro-mundos do jornalismo e da política devem apresentar ideias, explicar o que está a acontecer, não através de um ponto de vista cego ou único, próprio e desde logo condicionado, mas apresentar o que ocorre como realmente ocorre. Eu sei que não é fácil, não fosse tudo isto feito por seres que se dizem humanos capazes e muito profissionais, mas custa-me acreditar no ponto em que a situação chegou. Quando vejo jornalistas a narrar apenas o sucedido, ou o disse que disse, ou então a, será que ainda virá pior, comentar publicamente ou a elogiar ou denegrir um sentido político, então algo está muito errado, especialmente quando tudo isto ocorre durante um telejornal. Nem se preocupam sequer em procurar um espaço de opinião, é mesmo num espaço onde tudo o que deve acontecer deve ser apenas e só informativo. Quanto aos políticos, esses já caíram há muito tempo na miséria da estupidez e da ignorância, falam em programas para governar como se fosse algo de mitológico, pois só falam nele pelo nome e nunca pelo sentido. Todo o tempo de antena que dispõem, se não mesmo todo o tempo que têm, é para mandar tomates aos outros presidentes de partidos, tal como acontece na festa do tomate em Espanha. É tal e qual, cada um anda numa carrinha cheia de tomates e atira para qualquer lado, muitas vezes não se apercebendo que estão a atirar para si também, mas a cegueira e ignorância é tanta que dão tiros nos pés de caçadeira.
O mal de tudo não está propriamente em todos estes néscios, está em todas as pessoas que os continuam a seguir, não fosse o telejornal dos vários canais o programa mais visto por certo a seguir às telenovelas, outro espaço cheio de ideias fabulosas e enriquecedoras. Onde vai parar esse país à beira-mar...?

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