A vida corre bem, sempre mais sustentada, mais alegre, mais motivadora e motivada. A cada dia que passa a paixão por viver e ser melhor é maior, crescente, no sentido do infinito e mais além. A acomodação está fora do dicionário, e embora exista direito ao descanso e ao lazer, a demanda na obtenção do conhecimento, de experiência, de vivências novas é uma constante. Ultrapassa claramente o limite zero de y, felizmente, a vida tem sentido, sabor e orientação.
O facto de analisar a cada inspiração, as coisas belas da vida, as simples, os momentos únicos que recordamos eternamente, mas também a cada expiração, pelas coisas mais complexas, por vezes hediondas da vida, fazem com que o manuseamento dos conceitos e a sua expressão sejam feitas de forma viva, ousada, mas também natural e segura. É como andar, torna-se fácil, inconsciente, desnecessário de intervenção activa e propositada.
As palavras saem ao ritmo a que os carros passam na rua, a "tinta", com muito maior conteúdo que a sua simples cor e matéria, vai escorrendo para o teclado, tornando o ser mais satisfeito e satisfatório, procurando enaltecer o seu sentido paisagístico. A quimera é sempre o reconhecimento do próprio mesmo que este se mantenha um activo insatisfeito, nunca realizado, sempre na procura da perfeição que não existe. Mas a sua busca tem todo o sentido, satisfaz o corpo e a mente, dá sentido ao próprio ser, alimenta-o e consome-o, transcendendo-o e elevando-o.
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