Todos os dias somos confrontados e encarados com informação que nos chega de todas as formas e feitios por todos e quaisquer meios. A informação de hoje percorre a uma velocidade estonteante e fala-se e comenta-se sobre tudo e todos constantemente ao ponto de esse pedaço de conteúdo ser tão leviano, tão estacional e temporário que rapidamente desaparece sem contudo deixar de ter o seu efeito por vezes nefasto. O acesso a esta também se tornou tão gratuito e oferecido que as pessoas já nem procuram averiguar a veracidade da mesma ou procurar aprofundar o seu conhecimento sobre tal. Basicamente chegou-se ao ponto de ter como referência bibliográfica a internet ou os canais e jornais sensacionalistas, que procuram viver dessa mesma desinformação e alvoroço de algo que muitas vezes nem aconteceu. Infelizmente e cada vez mais, as massas populacionais seguem estas correntes e orientam os seus interesses, ou melhor são orientados, neste sentido, seguindo cegamente e apoiando causas e interesses que muitas vezes desconhecem só porque o amigo informático também apoia. Mais preocupante é criarem-se modas e ondas de apoio ou seguimento a histórias mal contadas, mas que os media, vendidos a outros interesses, lhes apresentam como contos de fadas. Contudo, os grandes problemas da humanidade e do mundo onde vivemos são esquecidos, omitidos e escondidos para que a mente não se preocupe com algo que ela não verifica ou apalpa realmente, que muitas vezes nem estaria preparada para receber e compreender tal informação. Se morre alguém conhecido, famoso, choram-se rios e atiram-se jardins para as campas das pessoas, no entanto se morrem milhões todos os dias por situações que poderiam ser resolvidas rapidamente logo que houvesse a mesma aplicação de forças e intenções humanas, isso já não se verifica, pois a sociedade perdeu a completa noção do que acontece ao vizinho do lado e muito mais ao que acontece no continente vizinho. A não ser que os media lhes digam que essa situação precária pode de alguma forma, mesmo num estado minúsculo, afectá-los. Doutra forma, são assuntos que não preocupam nem interessam pois são gentes diferentes que vivem num mundo diferente. Se for algo sensacionalista aí sim, as pessoas comentam, coscuvilham mais um pouco e até se acham no direito de julgar e criticar tais assuntos. No entanto esquecem-se que todas as informações são filtradas e apresentadas conforme os interesses dos que mais os financiam. A informação é uma arma muito poderosa, a difamação ainda maior, por isso nos dias de hoje, talvez mais do que nunca, prevalece aquele que mais conhecimento real e concreto tem sobre o que realmente vai acontecendo no mundo.
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