Os seres humanos nascem como todos os outros animais, providos de capacidades e habilidades que podem potenciar ao longo da vida. Não de forma independente, mas ajudados, motivados e inspirados por outros e noutros, realizam movimentações mímicas e pensamentos convergentes no sentido de um entendimento cada vez maior com o seu cosmos. Perante o meio que o rodeia, uma pessoa, recebe, interpreta e desenvolve acções de resposta perante estes, interagindo e manipulando as variáveis e ao mesmo tempo catalizando o seu próprio crescimento e desenvolvimento, cognitivo-sensorial-motor. Trata-se de uma experiência constante, nem sempre consciente que faz com que se possa evoluir para um ser criador e recreador. Assim, é determinante o meio em que vivemos, o que nos rodeia, o que nos potencia e empurra para que se consiga o próximo passo, a concretização e consolidação do próximo, de forma madura que matura todo o ser. Mas nem só o meio que nos envolve é determinante, tal como não o são as características que carregam os nossos genes que nos fazem estar mais propensos a certos panoramas e directivas. A forma como absorvermos, compreendemos e aceitamos o estímulo é muito importante, talvez bem mais do que os outros aspectos supratranscritos. Pois são estes que fazem a diferença, que distinguem, que evidenciam o ser perante os demais. É perante as decisões, os entroncamentos do pensamento que decidimos dar o passo em frente, para o lado, para trás ou ficamos parados a comtemplar o que se passa em nosso redor. São estes momentos que nos marcam, desde os mais simples e primordiais, aos que na idade mais adulta nos fazem ter força e nos motivam para alcançar algo mais. Naturalmente todos os passos são dados com uma quantidade de confiança e desejo, mas também todos eles providos de algum receio e interrogação, mas é na decisão de movimentação dos mesmos que os resultados e êxitos surgem. É no entendimento e aceitação da realidade que nos propomos a encarar novos panoramas de superação. Nem todos os dias vão ser fáceis, pelo contrário, muitas vezes é perante o erro e o falhanço que aprendemos e evoluímos mais, mas é na vontade de ultrapassagem destes que os sucessos se vão sucedendo e concretizando. Contudo nem todos os seres são assim, muitos por receio, outros por falta de compreensão do estímulo, outros por simples acomodação perante a situação letárgica em que vivem, não evoluem nem se tornam construtivos. No entanto, sem dúvida alguma que todos podemos e devemos ser mais e dar mais de nós, para o nosso bem, para o bem dos que nos rodeiam e para os que caminharão sobre nós.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Amor incondicional
Durante muitos anos sempre ouvi falar em amor incondicional, um sentimento extremamente forte e intenso que se tem por algo ou alguém, e que independentemente do ambiente ou variáveis é inalterável, imutável e sólido. Durante muito tempo ouvi dizer que esta ou aquela pessoa tinha esse amor por um parente, o namorado ou namorada, pelos animais de estimação ou por outras seres que lhes fossem realmente próximos. Ao longo da vida fui percebendo o que esse amor representa e a senti-lo cada vez mais intensamente até o perceber e aceitar em mim. É um amor diferente do que se tem por quem se ama, não é por isso mais ou menos intenso, simplesmente diferente, parece mais claro e certo, como sempre estivesse lá, como se não fosse possível existir sem ele nem existir de outra forma. É dado sem qualquer esperança ou desejo em receber algo em troca. É um amor sentido e vivido a cada suspirar, contudo não só sentimental e apaixonado, mas racional e responsável. Não é cego, mas é vivido com o olhar atento e carinhoso, sempre disponível para cuidar e tratar independentemente do cansaço, estado de espírito ou hora do dia. Sentimos que apesar de todo o ambiente que os rodeia, nós somos sempre responsáveis quando algo não está bem, queremos e desejamos que estejam sempre bem e fazemos de tudo para que isso seja possível, muitas vezes tirando de nós e dando-lhes sem sentir falta. Quando não estão bem, nós não estamos bem, parece que o mundo pára e tudo fica cinzento e triste, até que eles sorriam novamente, saltem e pulem como normalmente fazem e aí sim, independentemente do temporal que se faça sentir lá fora ou mesmo de outros problemas que se possa ter na vida, tudo fica radiante e maravilhoso, cria-se e solta-se uma alegria estonteante, que trespassa o sorriso e as lágrimas de felicidade. Enchem-nos a casa e o coração, vivemos intensamente, atentamente do seu lado, mesmo em momentos tão diários e habituais. É bom ter alguém, vários se possível, que nos preenche a vida desta forma, que nos enriquece do que realmente tem valor e que nos encaminha ao longo da vida e da memória. A vida tem mais sentido assim, apresenta mais condições para ser feliz, para guardar mais experiências e histórias que um dia recordaremos e recontaremos.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Manipulação dos media
Todos os dias somos confrontados e encarados com informação que nos chega de todas as formas e feitios por todos e quaisquer meios. A informação de hoje percorre a uma velocidade estonteante e fala-se e comenta-se sobre tudo e todos constantemente ao ponto de esse pedaço de conteúdo ser tão leviano, tão estacional e temporário que rapidamente desaparece sem contudo deixar de ter o seu efeito por vezes nefasto. O acesso a esta também se tornou tão gratuito e oferecido que as pessoas já nem procuram averiguar a veracidade da mesma ou procurar aprofundar o seu conhecimento sobre tal. Basicamente chegou-se ao ponto de ter como referência bibliográfica a internet ou os canais e jornais sensacionalistas, que procuram viver dessa mesma desinformação e alvoroço de algo que muitas vezes nem aconteceu. Infelizmente e cada vez mais, as massas populacionais seguem estas correntes e orientam os seus interesses, ou melhor são orientados, neste sentido, seguindo cegamente e apoiando causas e interesses que muitas vezes desconhecem só porque o amigo informático também apoia. Mais preocupante é criarem-se modas e ondas de apoio ou seguimento a histórias mal contadas, mas que os media, vendidos a outros interesses, lhes apresentam como contos de fadas. Contudo, os grandes problemas da humanidade e do mundo onde vivemos são esquecidos, omitidos e escondidos para que a mente não se preocupe com algo que ela não verifica ou apalpa realmente, que muitas vezes nem estaria preparada para receber e compreender tal informação. Se morre alguém conhecido, famoso, choram-se rios e atiram-se jardins para as campas das pessoas, no entanto se morrem milhões todos os dias por situações que poderiam ser resolvidas rapidamente logo que houvesse a mesma aplicação de forças e intenções humanas, isso já não se verifica, pois a sociedade perdeu a completa noção do que acontece ao vizinho do lado e muito mais ao que acontece no continente vizinho. A não ser que os media lhes digam que essa situação precária pode de alguma forma, mesmo num estado minúsculo, afectá-los. Doutra forma, são assuntos que não preocupam nem interessam pois são gentes diferentes que vivem num mundo diferente. Se for algo sensacionalista aí sim, as pessoas comentam, coscuvilham mais um pouco e até se acham no direito de julgar e criticar tais assuntos. No entanto esquecem-se que todas as informações são filtradas e apresentadas conforme os interesses dos que mais os financiam. A informação é uma arma muito poderosa, a difamação ainda maior, por isso nos dias de hoje, talvez mais do que nunca, prevalece aquele que mais conhecimento real e concreto tem sobre o que realmente vai acontecendo no mundo.
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