Correntemente tem-se ouvido falar em aleatoriedade do jogo, o que o jogo poderá trazer de imprevisível a ele mesmo. Esta aleatoriedade apesar de ser lançada como algo mitológico, difuso e inconstante, não o é assim tanto. Tem uma origem, um sentido, uma cadência e tende até a ser algo sistémico. O caos não é mais do que uma ordem por definir, e acreditar que o jogo poderá ser justificado de uma forma tão vaga e imprevisível é procurar criar uma barreira ideológica perante o que é simples. Muitas vezes esta mesma aleatoriedade é sempre exposta como partindo de um ser ou órgão externo esquecendo, talvez não por acaso, o próprio ser, aquele do qual desconhecemos mais do que os outros. Procurar criar um sentido comum de competência para a equipa sem este princípio é procurar criar pontes de conexão não simbióticas, muitas vezes como se vai vendo em vários campos, forçadas pela intenção individual de sucesso. Para uma real construção de um jogar é primeiramente imprescindível o conhecimento, mais uma vez ele a chave de tudo, de todo o ser pertencente ao orgão activo. Percebendo de que forma é ele construtivo e fluído perante o seu superior e de que forma este superior poderá também salientar e celebrar as características do ser. Só a partir daí, do micro-cosmos podemos partir para um macro-cosmos onde o anterior está inserido, onde só faz sentido no seu espaço e onde este espaço só existe com a presença do anterior. As barreiras só existem para quem é limitado e limitativo...
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