segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aleatoriedade no Jogo e na Vida

Correntemente tem-se ouvido falar em aleatoriedade do jogo, o que o jogo poderá trazer de imprevisível a ele mesmo. Esta aleatoriedade apesar de ser lançada como algo mitológico, difuso e inconstante, não o é assim tanto. Tem uma origem, um sentido, uma cadência e tende até a ser algo sistémico. O caos não é mais do que uma ordem por definir, e acreditar que o jogo poderá ser justificado de uma forma tão vaga e imprevisível é procurar criar uma barreira ideológica perante o que é simples. Muitas vezes esta mesma aleatoriedade é sempre exposta como partindo de um ser ou órgão externo esquecendo, talvez não por acaso, o próprio ser, aquele do qual desconhecemos mais do que os outros. Procurar criar um sentido comum de competência para a equipa sem este princípio é procurar criar pontes de conexão não simbióticas, muitas vezes como se vai vendo em vários campos, forçadas pela intenção individual de sucesso. Para uma real construção de um jogar é primeiramente imprescindível o conhecimento, mais uma vez ele a chave de tudo, de todo o ser pertencente ao orgão activo. Percebendo de que forma é ele construtivo e fluído perante o seu superior e de que forma este superior poderá também salientar e celebrar as características do ser. Só a partir daí, do micro-cosmos podemos partir para um macro-cosmos onde o anterior está inserido, onde só faz sentido no seu espaço e onde este espaço só existe com a presença do anterior. As barreiras só existem para quem é limitado e limitativo...

domingo, 10 de julho de 2011

Expectativas vs Realidade

Ontem enquanto visionava um filme, durante este existe uma comparação visual entre as expectativas de um jovem apaixonado e o que realmente aconteceu na realidade, deparei-me de como a vida por vezes é tão irreal na nossa mente. Normalmente para melhor, a nossa mente ilude-se e fantasia-se com situações que jamais existirão. Os nossos sentidos deturpam o cérebro perante o que realmente acontece. Torna tudo mais satisfatório e agradável, principalmente se estamos apaixonados. Seja por pessoas, trabalho, bens materiais ou espirituais, as formas que atribuímos a elas são sempre mais suaves e fluídas. Perante isto temos ainda um problema, que aparentemente não tem solução, o que é estranho pois tudo só é um problema se existir solução. O conhecimento não favorece nem desfavorece a propensão para o sucedido, se por vezes achamos que conhecemos tudo muito bem e achamos que por isso tudo está preparado, as coisas acabam por correr mal, tal como o oposto, o desconhecido e o receio acabam por depois desaparecer perante um sentimento de felicidade e concretização ao qual dizemos "que afinal até nem era assim tão difícil!". Assim, ao longo da vida fui mentalizando-me que não adianta criar muitas expectativas, sejam elas boas ou más, há sim que estar preparado, o melhor que pudermos, para todas as situações, criando múltiplas possibilidades de respostas e perante estas nos precaver-mos para possíveis terminações não matematizadas.